Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São João do Paraíso - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João do Paraíso, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação chapada acauã
  • 32poços cadastrados
  • 107,8 mprofundidade média
  • 108 mprofundidade mediana
  • 6,7 mnível estático médio

Como são os poços em São João do Paraíso - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 32 poços em São João do Paraíso - MG. A profundidade média é de 107,8 m e a mediana, 108 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Chapada Acauã. No Censo 2022, 1.167 dos 7.694 domicílios do município — 15,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
32
Profundidade média
107,8 m
Profundidade mediana
108 m
Nível estático médio
6,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Chapada Acauã
Ante a média do estado
11 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
23.910 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.167 (15,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 32 poços em São João do Paraíso, com profundidade média de 107,8 m (mediana de 108 m, variando de 54 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Chapada Acauã, presente em 66% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São João do Paraíso é 11 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São João do Paraíso

Poços cadastrados em São João do Paraíso - MG
Poços no cadastro nacional32 poços
Profundidade média107,8 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana108 m
Faixa de profundidade54 m a 150 m
Nível estático médio6,7 m 20 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,4 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Chapada Acauã 66% dos registros
Década com mais perfuraçõesanos 1990 15 poços
Poços com teste de vazão32 de 32
Distribuição das profundidades em São João do Paraíso 54 m mínimo 108 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 142 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São João do Paraíso por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 16 · 50% 100-150 m 16 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São João do Paraíso 1 1960 5 1980 15 1990 10 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 32 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Chapada Acauã — 21 poços
  • Grupo Macaúbas — 10 poços
  • Formação Nova Aurora — 1 poço

O território e o subsolo de São João do Paraíso

São João do Paraíso tem 23.910 habitantes distribuídos em 1.925,6 km², o que dá 12,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salinas, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 1.167 dos 7.694 domicílios de São João do Paraíso — 15,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 876 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.450 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São João do Paraíso

Com base em 74 poços cadastrados num raio de 30 km de São João do Paraíso - MG, 80% deles foram concluídos entre 71 m e 150 m, com profundidade mediana de 103 m. A vazão mediana calculada é de 1,9 m³/h (metade dos poços entre 0,7 m³/h e 5,8 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João do Paraíso se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 74 poços no raio, contra 32 poços dentro do município.

103 mprofundidade mediana
1,9 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
2,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São João do Paraíso: 14/100

14 de 100

Confiança: amostra alta74 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 7peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 20peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 13peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 38peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 5peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São João do Paraíso costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 46%34
  • 100 a 150 m 51%38
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Chapada Acauã 2,3 m³/h 116 m 3117 com teste
Grupo Macaúbas 1,8 m³/h 101 m 2513 com teste
Formação Nova Aurora 2,4 m³/h 102 m 64 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m29 poços Formação Chapada Acauã 13 · Grupo Macaúbas 12 · Formação Nova Aurora 3
  • 100 a 150 m34 poços Formação Chapada Acauã 18 · Grupo Macaúbas 12 · Formação Nova Aurora 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São João do Paraíso?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João do Paraíso.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.