Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Córrego Fundo - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Córrego Fundo, Minas Gerais.

  • aquífero carstico
  • subgrupo paraopeba
  • 5poços cadastrados
  • 89,6 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 14 mnível estático médio

Como são os poços em Córrego Fundo - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 5 poços em Córrego Fundo - MG. A profundidade média é de 89,6 m e a mediana, 70 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 138 dos 2.196 domicílios do município — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
5
Profundidade média
89,6 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
14 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
7,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.133 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
138 (6,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 5 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 5 poços em Córrego Fundo, com profundidade média de 89,6 m (mediana de 70 m, variando de 60 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 67% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Córrego Fundo é 7,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Córrego Fundo

Poços cadastrados em Córrego Fundo - MG
Poços no cadastro nacional5 poços
Profundidade média89,6 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade60 m a 150 m
Nível estático médio14 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,9 m 5 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 67% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão5 de 5
Distribuição das profundidades em Córrego Fundo 60 m mínimo 70 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 68 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Córrego Fundo por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 80% 100-150 m 1 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Córrego Fundo 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Córrego Fundo. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 2 · 50% Abastecimento doméstico/animal 1 · 25% Abastecimento urbano 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 2 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Córrego Fundo

Córrego Fundo tem 6.133 habitantes distribuídos em 101,1 km², o que dá 60,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Formiga, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 138 dos 2.196 domicílios de Córrego Fundo — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 77 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 161 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Córrego Fundo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Córrego Fundo

Com base em 120 poços cadastrados num raio de 30 km de Córrego Fundo - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 9,2 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 14,8 m³/h), sobre 82 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Córrego Fundo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 120 poços no raio, contra 5 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
9,2 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
4,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 82 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Córrego Fundo: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta120 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Córrego Fundo costumam descer

  • até 50 m 7%8
  • 50 a 100 m 57%62
  • 100 a 150 m 29%32
  • acima de 150 m 6%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Divinópolis 10,5 m³/h 110 m 3432 com teste
Subgrupo Paraopeba 14,3 m³/h 78 m 1412 com teste
Aluviões 6,8 m³/h 67 m 88 com teste
Grupo Bambuí 10,4 m³/h 150 m 31 com teste
Formação Sete Lagoas 2,5 m³/h 120 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Subgrupo Paraopeba 1 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m36 poços Complexo Divinópolis 17 · Subgrupo Paraopeba 11 · Aluviões 7
  • 100 a 150 m21 poços Complexo Divinópolis 13 · Grupo Bambuí 3 · Formação Sete Lagoas 2
  • acima de 150 m5 poços Complexo Divinópolis 4 · Subgrupo Paraopeba 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Córrego Fundo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Córrego Fundo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.