Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rio Acima - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rio Acima, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo nova lima
  • Atendemos esta cidade
  • 12poços cadastrados
  • 89,6 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 5,8 mnível estático médio

Como são os poços em Rio Acima - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Rio Acima - MG. A profundidade média é de 89,6 m e a mediana, 96 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,8 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Nova Lima. No Censo 2022, 176 dos 3.646 domicílios do município — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
89,6 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
5,8 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Nova Lima
Ante a média do estado
7,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
10.261 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
176 (4,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Rio Acima, com profundidade média de 89,6 m (mediana de 96 m, variando de 30 m a 186 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Nova Lima, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rio Acima é 7,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Rio Acima

Poços cadastrados em Rio Acima - MG
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média89,6 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade30 m a 186 m
Nível estático médio5,8 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Nova Lima 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Rio Acima 30 m mínimo 96 m mediana 186 m máximo
Metade dos poços fica entre 48 m e 112 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rio Acima por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 38% 50-100 m 2 · 25% 100-150 m 2 · 25% 150-200 m 1 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rio Acima 2 1990 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rio Acima. Valores em poços. Abastecimento doméstico 6 · 75% Abastecimento urbano 1 · 13% Outros (lazer,etc.) 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Nova Lima — 6 poços

O território e o subsolo de Rio Acima

Rio Acima tem 10.261 habitantes distribuídos em 228,4 km², o que dá 44,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 176 dos 3.646 domicílios de Rio Acima — 4,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 168 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 267 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rio Acima, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rio Acima

Com base em 693 poços cadastrados num raio de 30 km de Rio Acima - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 181 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,7 m³/h e 12,9 m³/h), sobre 364 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 15 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rio Acima se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 693 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
15 mnível estático mediano
24,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 364 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rio Acima: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta693 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 81peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rio Acima costumam descer

  • até 50 m 6%31
  • 50 a 100 m 43%212
  • 100 a 150 m 34%169
  • acima de 150 m 17%84

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 5,4 m³/h 80 m 8369 com teste
Grupo Nova Lima 5,3 m³/h 95 m 6832 com teste
Formação Caue 37,7 m³/h 150 m 3425 com teste
Formação Gandarela 15,0 m³/h 107 m 3025 com teste
Grupo Caraca 47,6 m³/h 153 m 2916 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,6 m³/h 118 m 1413 com teste
Arqueano 4,9 m³/h 72 m 118 com teste
Complexo Bacao 6,9 m³/h 83 m 87 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Grupo Nova Lima 10 · Complexo Belo Horizonte 8 · Arqueano 3
  • 50 a 100 m136 poços Complexo Belo Horizonte 50 · Grupo Nova Lima 31 · Formação Gandarela 11
  • 100 a 150 m87 poços Grupo Nova Lima 20 · Complexo Belo Horizonte 15 · Formação Caue 14
  • acima de 150 m59 poços Grupo Caraca 16 · Formação Caue 15 · Complexo Belo Horizonte 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Precisa de um poço em Rio Acima?

Esta página é de dados públicos, mas Rio Acima está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 75 km daqui.

Ver serviços em Rio Acima

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.