Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Córrego Danta - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Córrego Danta, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • grupo mata da corda
  • 22poços cadastrados
  • 129,3 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 13,3 mnível estático médio

Como são os poços em Córrego Danta - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 22 poços em Córrego Danta - MG. A profundidade média é de 129,3 m e a mediana, 120 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Mata da Corda. No Censo 2022, 159 dos 1.197 domicílios do município — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
22
Profundidade média
129,3 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
13,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Mata da Corda
Ante a média do estado
32,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.960 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
159 (13,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 22 poços em Córrego Danta, com profundidade média de 129,3 m (mediana de 120 m, variando de 74 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Mata da Corda, presente em 35% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Córrego Danta é 32,5 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Córrego Danta

Poços cadastrados em Córrego Danta - MG
Poços no cadastro nacional22 poços
Profundidade média129,3 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade74 m a 210 m
Nível estático médio13,3 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio57,7 m 14 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteGrupo Mata da Corda 35% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão22 de 22
Distribuição das profundidades em Córrego Danta 74 m mínimo 120 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 99 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Córrego Danta por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 8 · 40% 100-150 m 8 · 40% 150-200 m 1 · 5% acima de 200 m 3 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Córrego Danta 4 1980 2 1990 12 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Córrego Danta. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 67% Abastecimento urbano 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 16 poços
  • Carstico — 3 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Mata da Corda — 7 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 5 poços
  • Grupo Bambuí — 4 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 3 poços
  • Formação Serra da Saudade — 1 poço

O território e o subsolo de Córrego Danta

Córrego Danta tem 2.960 habitantes distribuídos em 657,4 km², o que dá 4,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Formiga, na região intermediária de Divinópolis.

No Censo 2022, 159 dos 1.197 domicílios de Córrego Danta — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 92 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 338 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Córrego Danta

Com base em 77 poços cadastrados num raio de 30 km de Córrego Danta - MG, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 206 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 31 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Córrego Danta se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 77 poços no raio, contra 22 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
2,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 31 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Córrego Danta: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta77 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 21peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Córrego Danta costumam descer

  • até 50 m 2%1
  • 50 a 100 m 44%25
  • 100 a 150 m 35%20
  • acima de 150 m 19%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 24,8 m³/h 100 m 2613 com teste
Grupo Mata da Corda 1,3 m³/h 108 m 85 com teste
Formação Serra de Santa Helena 21,5 m³/h 90 m 54 com teste
Grupo Bambuí 32,6 m³/h 150 m 41 com teste
Formação Canastra Indiviso 2,1 m³/h 120 m 43 com teste
Formação Serra da Saudade 1,0 m³/h 210 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Subgrupo Paraopeba 15 · Formação Serra de Santa Helena 5 · Grupo Mata da Corda 2
  • 100 a 150 m20 poços Subgrupo Paraopeba 7 · Grupo Mata da Corda 5 · Grupo Bambuí 4
  • acima de 150 m11 poços Subgrupo Paraopeba 3 · Formação Serra da Saudade 3 · Formação Chapada dos Pilões 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Córrego Danta?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Córrego Danta.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.