Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cônego Marinho - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cônego Marinho, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • grupo bambuí
  • 32poços cadastrados
  • 83,4 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 9,9 mnível estático médio

Como são os poços em Cônego Marinho - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 32 poços em Cônego Marinho - MG. A profundidade média é de 83,4 m e a mediana, 80 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 326 dos 2.373 domicílios do município — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
32
Profundidade média
83,4 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
9,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
13,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.237 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
326 (13,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 32 poços em Cônego Marinho, com profundidade média de 83,4 m (mediana de 80 m, variando de 48 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cônego Marinho é 13,4 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Cônego Marinho

Poços cadastrados em Cônego Marinho - MG
Poços no cadastro nacional32 poços
Profundidade média83,4 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade48 m a 150 m
Nível estático médio9,9 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,4 m 16 poços com o dado
Vazão específica média7,9 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 39% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1900 8 poços
Poços com teste de vazão32 de 32
Distribuição das profundidades em Cônego Marinho 48 m mínimo 80 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 96 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cônego Marinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 15% 50-100 m 19 · 70% 100-150 m 4 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cônego Marinho 8 1900 3 1970 8 1990 8 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cônego Marinho. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 9 · 75% Abastecimento doméstico 2 · 17% Abastecimento múltiplo 1 · 8%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Carstico — 6 poços
  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 7 poços
  • Cretáceo — 5 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 2 poços
  • Formacao Urucuia — 2 poços
  • Complexo Januária — 1 poço
  • Formação Sete Lagoas — 1 poço

O território e o subsolo de Cônego Marinho

Cônego Marinho tem 7.237 habitantes distribuídos em 1.610,5 km², o que dá 4,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Januária, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 326 dos 2.373 domicílios de Cônego Marinho — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 278 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 284 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cônego Marinho

Com base em 51 poços cadastrados num raio de 30 km de Cônego Marinho - MG, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 140 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 12,8 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 18,7 m³/h), sobre 24 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (48% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cônego Marinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 51 poços no raio, contra 32 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
12,8 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
1,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 24 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cônego Marinho: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra média51 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 88peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cônego Marinho costumam descer

  • até 50 m 22%10
  • 50 a 100 m 50%23
  • 100 a 150 m 28%13
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Cretáceo 11,2 m³/h 90 m 167 com teste
Subgrupo Paraopeba 12,1 m³/h 55 m 86 com teste
Grupo Bambuí 19,4 m³/h 120 m 75 com teste
Complexo Januária 9,0 m³/h 120 m 31 com teste
Formacao Urucuia 1,5 m³/h 120 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Subgrupo Paraopeba 4 · Cretáceo 2 · Grupo Bambuí 1
  • 50 a 100 m21 poços Cretáceo 10 · Subgrupo Paraopeba 4 · Grupo Bambuí 2
  • 100 a 150 m12 poços Grupo Bambuí 4 · Cretáceo 4 · Complexo Januária 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cônego Marinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cônego Marinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.