Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Caranaíba - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Caranaíba, Minas Gerais.
- aquífero carstico
- complexo serra do jabitaca
- Atendemos esta cidade
- 1poços cadastrados
- 140 mprofundidade média
- 140 mprofundidade mediana
- 6,8 mnível estático médio
Como são os poços em Caranaíba - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 1 poço em Caranaíba - MG. A profundidade média é de 140 m e a mediana, 140 m, medida em 1 poço com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,8 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Complexo Serra do Jabitaca. No Censo 2022, 143 dos 1.047 domicílios do município — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 1
- Profundidade média
- 140 m
- Profundidade mediana
- 140 m
- Nível estático médio
- 6,8 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Complexo Serra do Jabitaca
- Ante a média do estado
- 43,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 2.933 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 143 (13,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Amostra pequena: 1 poço no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 1 poço em Caranaíba. A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Serra do Jabitaca, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.
Comparado ao restante do estado, o poço de Caranaíba é 43,2 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Caranaíba
| Poços no cadastro nacional | 1 poço |
|---|---|
| Profundidade média | 140 m 1 poço com o dado |
| Profundidade mediana | 140 m |
| Faixa de profundidade | 140 m a 140 m |
| Nível estático médio | 6,8 m 1 poço com o dado |
| Nível dinâmico médio | 23,8 m 1 poço com o dado |
| Vazão específica média | 2,2 m³/h por metro 1 poço com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Serra do Jabitaca 100% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 2000 1 poço |
| Poços com teste de vazão | 1 de 1 |
Profundidade dos poços por faixa
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Serra do Jabitaca — 1 poço
O território e o subsolo de Caranaíba
Caranaíba tem 2.933 habitantes distribuídos em 160,0 km², o que dá 18,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Conselheiro Lafaiete, na região intermediária de Barbacena.
No Censo 2022, 143 dos 1.047 domicílios de Caranaíba — 13,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 82 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 247 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Caranaíba
Com base em 71 poços cadastrados num raio de 30 km de Caranaíba - MG, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 146 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 10,2 m³/h (metade dos poços entre 4,3 m³/h e 18,9 m³/h), sobre 49 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Caranaíba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 71 poços no raio, contra 1 poço dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 49 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Caranaíba: 52/100
Confiança: amostra alta71 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 46peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Caranaíba costumam descer
- até 50 m 3%2
- 50 a 100 m 34%23
- 100 a 150 m 62%42
- acima de 150 m 1%1
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Proterozoico Inferior | 11,7 m³/h | 102 m | 4332 com teste |
| Suíte Alto Maranhão | 6,6 m³/h | 120 m | 86 com teste |
| Complexo Barbacena | 13,7 m³/h | 147 m | 42 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- 50 a 100 m20 poços Proterozoico Inferior 17 · Suíte Alto Maranhão 3
- 100 a 150 m38 poços Proterozoico Inferior 25 · Suíte Alto Maranhão 5 · Complexo Barbacena 3
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Precisa de um poço em Caranaíba?
Esta página é de dados públicos, mas Caranaíba está na nossa área de atendimento. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG que perfura, mantém e regulariza poços há mais de 30 anos, a cerca de 52 km daqui.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.