Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Divisa Alegre - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Divisa Alegre, Minas Gerais.

  • aquífero poroso
  • coberturas detrítico-lateríticas
  • 19poços cadastrados
  • 138,8 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 28,2 mnível estático médio

Como são os poços em Divisa Alegre - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Divisa Alegre - MG. A profundidade média é de 138,8 m e a mediana, 150 m, medida em 19 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Detrítico-Lateríticas. No Censo 2022, 30 dos 2.173 domicílios do município — 1,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
138,8 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
28,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Detrítico-Lateríticas
Ante a média do estado
42 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
6.321 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
30 (1,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Divisa Alegre, com profundidade média de 138,8 m (mediana de 150 m, variando de 91 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Detrítico-Lateríticas, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Divisa Alegre é 42 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Divisa Alegre

Poços cadastrados em Divisa Alegre - MG
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média138,8 m 19 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade91 m a 210 m
Nível estático médio28,2 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio68,8 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 54% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Detrítico-Lateríticas 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2010 12 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Divisa Alegre 91 m mínimo 150 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 160 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Divisa Alegre por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 6 · 32% 100-150 m 8 · 42% 150-200 m 4 · 21% acima de 200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Divisa Alegre 1 1960 1 1970 3 1980 2 1990 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Divisa Alegre. Valores em poços. Abastecimento doméstico 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 6 poços
  • Proterozoico Superior — 5 poços
  • Grupo Jequitinhonha — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 1 poço
  • Supergrupo Espinhaço — 1 poço
  • Depósitos Detríticos e/ou Lateríticos — 1 poço

O território e o subsolo de Divisa Alegre

Divisa Alegre tem 6.321 habitantes distribuídos em 117,8 km², o que dá 53,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pedra Azul, na região intermediária de Teófilo Otoni.

No Censo 2022, 30 dos 2.173 domicílios de Divisa Alegre — 1,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 30 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 33 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Divisa Alegre, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Divisa Alegre

Com base em 146 poços cadastrados num raio de 30 km de Divisa Alegre - MG, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 12,9 m³/h), sobre 61 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (86% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Divisa Alegre se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 146 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
7,3 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
5,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 61 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Divisa Alegre: 44/100

44 de 100

Confiança: amostra alta146 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Divisa Alegre costumam descer

  • até 50 m 7%9
  • 50 a 100 m 46%59
  • 100 a 150 m 38%49
  • acima de 150 m 9%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 7,3 m³/h 100 m 2611 com teste
Grupo Jequitinhonha 7,9 m³/h 150 m 1910 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 5,2 m³/h 150 m 169 com teste
Grupo Macaúbas 3,9 m³/h 94 m 129 com teste
Cambriano Indiviso 42,3 m³/h 30 m 33 com teste
Corpo Cristalino sem teste 90 m 3
Proterozoico Médio sem teste 80 m 3
Quaternário sem teste 50 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Cambriano Indiviso 2 · Quaternário 2 · Grupo Macaúbas 1
  • 50 a 100 m48 poços Proterozoico Superior 15 · Grupo Jequitinhonha 7 · Grupo Macaúbas 7
  • 100 a 150 m36 poços Proterozoico Superior 11 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 10 · Grupo Jequitinhonha 8
  • acima de 150 m7 poços Grupo Jequitinhonha 4 · Coberturas Detrítico-Lateríticas 2 · Grupo Macaúbas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Divisa Alegre?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Divisa Alegre.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.