Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pouso Alegre - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pouso Alegre, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo varginha-guaxupe
  • 49poços cadastrados
  • 141,4 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 13,6 mnível estático médio

Como são os poços em Pouso Alegre - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 49 poços em Pouso Alegre - MG. A profundidade média é de 141,4 m e a mediana, 120 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Varginha-Guaxupe. No Censo 2022, 4.700 dos 55.931 domicílios do município — 8,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
49
Profundidade média
141,4 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
13,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Varginha-Guaxupe
Ante a média do estado
44,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
152.217 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
4.700 (8,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 49 poços em Pouso Alegre, com profundidade média de 141,4 m (mediana de 120 m, variando de 37 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Varginha-Guaxupe, presente em 69% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pouso Alegre é 44,6 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Pouso Alegre

Poços cadastrados em Pouso Alegre - MG
Poços no cadastro nacional49 poços
Profundidade média141,4 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade37 m a 300 m
Nível estático médio13,6 m 26 poços com o dado
Nível dinâmico médio82,8 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Varginha-Guaxupe 69% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 20 poços
Poços com teste de vazão49 de 49
Distribuição das profundidades em Pouso Alegre 37 m mínimo 120 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 174 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pouso Alegre por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 5% 50-100 m 7 · 19% 100-150 m 13 · 35% 150-200 m 10 · 27% acima de 200 m 5 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pouso Alegre 2 1980 9 1990 6 2000 20 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pouso Alegre. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 11 · 41% Abastecimento doméstico 10 · 37% Abastecimento industrial 5 · 19% Doméstico/irrigação/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Varginha-Guaxupe — 11 poços
  • Proterozoico Inferior — 4 poços
  • Depósitos Alúvio-Coluvionares — 1 poço

O território e o subsolo de Pouso Alegre

Pouso Alegre tem 152.217 habitantes distribuídos em 542,8 km², o que dá 280,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pouso Alegre.

No Censo 2022, 4.700 dos 55.931 domicílios de Pouso Alegre — 8,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.180 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 4.830 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pouso Alegre

Com base em 111 poços cadastrados num raio de 30 km de Pouso Alegre - MG, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 182 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 8,2 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 12,9 m³/h), sobre 59 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pouso Alegre se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 111 poços no raio, contra 49 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
8,2 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
3,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 59 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pouso Alegre: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta111 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 61peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 29peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 69peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pouso Alegre costumam descer

  • até 50 m 2%2
  • 50 a 100 m 37%33
  • 100 a 150 m 39%35
  • acima de 150 m 22%20

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Varginha-Guaxupe 11,0 m³/h 102 m 4833 com teste
Proterozoico Inferior 16,1 m³/h 93 m 43 com teste
Aluviões 3,0 m³/h 132 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m29 poços Complexo Varginha-Guaxupe 24 · Proterozoico Inferior 3 · Aluviões 1
  • 100 a 150 m27 poços Complexo Varginha-Guaxupe 22 · Aluviões 3 · Complexo Bonfim 1
  • acima de 150 m3 poços Complexo Varginha-Guaxupe 2 · Depósitos Alúvio-Coluvionares 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pouso Alegre?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pouso Alegre.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.