Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Cachoeira da Prata - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cachoeira da Prata, Minas Gerais.
- aquífero fissural
- complexo belo horizonte
- 6poços cadastrados
- 88,5 mprofundidade média
- 112 mprofundidade mediana
- 9,5 mnível estático médio
Como são os poços em Cachoeira da Prata - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Cachoeira da Prata - MG. A profundidade média é de 88,5 m e a mediana, 112 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 77 dos 1.377 domicílios do município — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 6
- Profundidade média
- 88,5 m
- Profundidade mediana
- 112 m
- Nível estático médio
- 9,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Complexo Belo Horizonte
- Ante a média do estado
- 8,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 3.693 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 77 (5,6%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Cachoeira da Prata, com profundidade média de 88,5 m (mediana de 112 m, variando de 39 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.
Comparado ao restante do estado, o poço de Cachoeira da Prata é 8,3 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Cachoeira da Prata
| Poços no cadastro nacional | 6 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 88,5 m 6 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 112 m |
| Faixa de profundidade | 39 m a 140 m |
| Nível estático médio | 9,5 m 5 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 28,6 m 5 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,6 m³/h por metro 5 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Complexo Belo Horizonte 100% dos registros |
| Uso mais comum | Pecuária 2 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1960 3 poços |
| Poços com teste de vazão | 6 de 6 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Complexo Belo Horizonte — 4 poços
O território e o subsolo de Cachoeira da Prata
Cachoeira da Prata tem 3.693 habitantes distribuídos em 61,4 km², o que dá 60,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sete Lagoas, na região intermediária de Belo Horizonte.
No Censo 2022, 77 dos 1.377 domicílios de Cachoeira da Prata — 5,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 54 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 43 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cachoeira da Prata, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Cachoeira da Prata
Com base em 365 poços cadastrados num raio de 30 km de Cachoeira da Prata - MG, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 150 m, com profundidade mediana de 94 m. A vazão mediana calculada é de 15,1 m³/h (metade dos poços entre 7,3 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 221 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (51% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cachoeira da Prata se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 365 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 221 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Cachoeira da Prata: 73/100
Confiança: amostra alta365 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 53peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Cachoeira da Prata costumam descer
- até 50 m 9%31
- 50 a 100 m 52%170
- 100 a 150 m 32%106
- acima de 150 m 7%23
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Sete Lagoas | 36,0 m³/h | 96 m | 8763 com teste |
| Complexo Belo Horizonte | 11,6 m³/h | 96 m | 6046 com teste |
| Subgrupo Paraopeba | 16,8 m³/h | 80 m | 5424 com teste |
| Formação Serra de Santa Helena | 11,6 m³/h | 102 m | 3729 com teste |
| Grupo Bambuí | 11,1 m³/h | 87 m | 2612 com teste |
| Arqueano | 10,7 m³/h | 123 m | 88 com teste |
| Complexo Juiz de Fora | 8,6 m³/h | 90 m | 53 com teste |
| Aluviões | 9,1 m³/h | 80 m | 53 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m28 poços Formação Serra de Santa Helena 7 · Formação Sete Lagoas 7 · Subgrupo Paraopeba 5
- 50 a 100 m151 poços Formação Sete Lagoas 46 · Subgrupo Paraopeba 33 · Complexo Belo Horizonte 31
- 100 a 150 m92 poços Formação Sete Lagoas 27 · Complexo Belo Horizonte 26 · Formação Serra de Santa Helena 14
- acima de 150 m17 poços Formação Sete Lagoas 7 · Formação Serra de Santa Helena 5 · Subgrupo Paraopeba 3
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Cachoeira da Prata?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cachoeira da Prata.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Minas Gerais com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.