Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Faria Lemos - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Faria Lemos, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo paraíba do sul
  • 7poços cadastrados
  • 85,1 mprofundidade média
  • 78,5 mprofundidade mediana
  • 8,5 mnível estático médio

Como são os poços em Faria Lemos - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Faria Lemos - MG. A profundidade média é de 85,1 m e a mediana, 78,5 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 102 dos 1.186 domicílios do município — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
85,1 m
Profundidade mediana
78,5 m
Nível estático médio
8,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Paraíba do Sul
Ante a média do estado
11,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
3.188 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
102 (8,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Faria Lemos, com profundidade média de 85,1 m (mediana de 78,5 m, variando de 50 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Faria Lemos é 11,7 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Faria Lemos

Poços cadastrados em Faria Lemos - MG
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média85,1 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana78,5 m
Faixa de profundidade50 m a 150 m
Nível estático médio8,5 m 7 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,6 m 7 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 7 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Paraíba do Sul 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 3 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Faria Lemos 50 m mínimo 78,5 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 110 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Faria Lemos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 29% 50-100 m 2 · 29% 100-150 m 3 · 43%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Faria Lemos 2 1970 1 1980 3 1990 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Faria Lemos. Valores em poços. Abastecimento industrial 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Paraíba do Sul — 6 poços

O território e o subsolo de Faria Lemos

Faria Lemos tem 3.188 habitantes distribuídos em 165,2 km², o que dá 19,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Carangola, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 102 dos 1.186 domicílios de Faria Lemos — 8,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 98 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 292 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Faria Lemos

Com base em 40 poços cadastrados num raio de 30 km de Faria Lemos - MG, 80% deles foram concluídos entre 61 m e 150 m, com profundidade mediana de 105 m. A vazão mediana calculada é de 15,8 m³/h (metade dos poços entre 6,3 m³/h e 26,2 m³/h), sobre 31 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Faria Lemos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 40 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

105 mprofundidade mediana
15,8 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
1,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 31 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Faria Lemos: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra média40 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 10peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 36peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 62peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Faria Lemos costumam descer

  • até 50 m 8%3
  • 50 a 100 m 35%14
  • 100 a 150 m 55%22
  • acima de 150 m 3%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Juiz de Fora 11,0 m³/h 120 m 1511 com teste
Complexo Paraíba do Sul 19,5 m³/h 71 m 1313 com teste
Proterozoico Superior 24,9 m³/h 105 m 105 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Complexo Paraíba do Sul 2 · Proterozoico Superior 1
  • 50 a 100 m14 poços Complexo Paraíba do Sul 8 · Proterozoico Superior 4 · Complexo Juiz de Fora 2
  • 100 a 150 m21 poços Complexo Juiz de Fora 12 · Proterozoico Superior 5 · Complexo Paraíba do Sul 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Faria Lemos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Faria Lemos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.