Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Estrela Dalva - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Estrela Dalva, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo paraíba do sul
  • 8poços cadastrados
  • 111,5 mprofundidade média
  • 135 mprofundidade mediana
  • 32,6 mnível estático médio

Como são os poços em Estrela Dalva - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Estrela Dalva - MG. A profundidade média é de 111,5 m e a mediana, 135 m, medida em 6 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 32,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Paraíba do Sul. No Censo 2022, 29 dos 861 domicílios do município — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
111,5 m
Profundidade mediana
135 m
Nível estático médio
32,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Paraíba do Sul
Ante a média do estado
14,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
2.186 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
29 (3,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Estrela Dalva, com profundidade média de 111,5 m (mediana de 135 m, variando de 62 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Paraíba do Sul, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Estrela Dalva é 14,7 m mais fundo que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Estrela Dalva

Poços cadastrados em Estrela Dalva - MG
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média111,5 m 6 poços com o dado
Profundidade mediana135 m
Faixa de profundidade62 m a 150 m
Nível estático médio32,6 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,5 m 2 poços com o dado
Vazão específica média5,4 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Paraíba do Sul 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Estrela Dalva 62 m mínimo 135 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 64 m e 138 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Estrela Dalva por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 2 · 33% 100-150 m 4 · 67%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Estrela Dalva 2 1980 3 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Estrela Dalva. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 1 · 50% Abastecimento industrial 1 · 50%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Paraíba do Sul — 5 poços

O território e o subsolo de Estrela Dalva

Estrela Dalva tem 2.186 habitantes distribuídos em 131,4 km², o que dá 16,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Além Paraíba, na região intermediária de Juíz de Fora.

No Censo 2022, 29 dos 861 domicílios de Estrela Dalva — 3,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 24 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 38 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Estrela Dalva, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Estrela Dalva

Com base em 70 poços cadastrados num raio de 30 km de Estrela Dalva - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,2 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 16,6 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Estrela Dalva se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 70 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
9,2 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
2,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Estrela Dalva: 53/100

53 de 100

Confiança: amostra alta70 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 19peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 64peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 41peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Estrela Dalva costumam descer

  • até 50 m 9%5
  • 50 a 100 m 49%28
  • 100 a 150 m 35%20
  • acima de 150 m 7%4

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Paraíba do Sul 17,8 m³/h 100 m 1510 com teste
Aluviões 6,0 m³/h 74 m 44 com teste
Complexo Juiz de Fora 3,7 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m14 poços Complexo Paraíba do Sul 9 · Aluviões 4 · Suíte Quirino 1
  • 100 a 150 m9 poços Complexo Paraíba do Sul 6 · Complexo Juiz de Fora 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Estrela Dalva?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Estrela Dalva.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.