Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Arinos - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Arinos, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • subgrupo paraopeba
  • 159poços cadastrados
  • 87,6 mprofundidade média
  • 81 mprofundidade mediana
  • 12 mnível estático médio

Como são os poços em Arinos - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 159 poços em Arinos - MG. A profundidade média é de 87,6 m e a mediana, 81 m, medida em 108 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 1.253 dos 6.166 domicílios do município — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
159
Profundidade média
87,6 m
Profundidade mediana
81 m
Nível estático médio
12 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Subgrupo Paraopeba
Ante a média do estado
9,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
17.272 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.253 (20,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 159 poços em Arinos, com profundidade média de 87,6 m (mediana de 81 m, variando de 38 m a 174 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 68% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Arinos é 9,2 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Arinos

Poços cadastrados em Arinos - MG
Poços no cadastro nacional159 poços
Profundidade média87,6 m 108 poços com o dado
Profundidade mediana81 m
Faixa de profundidade38 m a 174 m
Nível estático médio12 m 76 poços com o dado
Nível dinâmico médio38 m 79 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 76 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 90% dos registros
Rocha predominanteSubgrupo Paraopeba 68% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 50 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 61 poços
Poços com teste de vazão159 de 159
Distribuição das profundidades em Arinos 38 m mínimo 81 m mediana 174 m máximo
Metade dos poços fica entre 66 m e 103 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Arinos por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 6% 50-100 m 70 · 65% 100-150 m 30 · 28% 150-200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Arinos 4 1900 15 1970 24 1980 61 1990 5 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Arinos. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 50 · 67% Abastecimento doméstico 10 · 13% Pecuária 7 · 9% Doméstico/irrigação/animal 4 · 5% Abastecimento múltiplo 2 · 3% Outros (lazer,etc.) 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 91 poços
  • Carstico — 9 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Subgrupo Paraopeba — 73 poços
  • Formação Três Marias — 15 poços
  • Grupo Bambuí — 13 poços
  • Coberturas Detrítico-Lateríticas — 6 poços

O território e o subsolo de Arinos

Arinos tem 17.272 habitantes distribuídos em 5.279,4 km², o que dá 3,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Unaí, na região intermediária de Patos de Minas.

No Censo 2022, 1.253 dos 6.166 domicílios de Arinos — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.091 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.534 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Arinos

Com base em 152 poços cadastrados num raio de 30 km de Arinos - MG, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 126 m, com profundidade mediana de 81 m. A vazão mediana calculada é de 9,3 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 14,3 m³/h), sobre 73 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Arinos se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 152 poços no raio, contra 159 poços dentro do município.

81 mprofundidade mediana
9,3 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
5,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 73 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Arinos: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta152 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 37peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 82peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Arinos costumam descer

  • até 50 m 6%6
  • 50 a 100 m 63%64
  • 100 a 150 m 30%31
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Subgrupo Paraopeba 10,6 m³/h 92 m 6144 com teste
Formação Três Marias 9,1 m³/h 100 m 178 com teste
Grupo Bambuí 8,1 m³/h 60 m 1212 com teste
Coberturas Detrítico-Lateríticas 5,0 m³/h 63 m 66 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Subgrupo Paraopeba 4 · Grupo Bambuí 2
  • 50 a 100 m62 poços Subgrupo Paraopeba 37 · Grupo Bambuí 9 · Formação Três Marias 9
  • 100 a 150 m30 poços Subgrupo Paraopeba 20 · Formação Três Marias 8 · Depósitos Detríticos e/ou Lateríticos 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Arinos?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Arinos.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.