Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio de Goiás - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio de Goiás, Goiás.

  • aquífero fissural
  • complexo granulítico anápolis-itauçu
  • 25poços cadastrados
  • 95,9 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 12 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio de Goiás - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Santo Antônio de Goiás - GO. A profundidade média é de 95,9 m e a mediana, 100 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu. No Censo 2022, 482 dos 2.634 domicílios do município — 18,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
25
Profundidade média
95,9 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
12 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
7.386 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
482 (18,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Santo Antônio de Goiás, com profundidade média de 95,9 m (mediana de 100 m, variando de 27 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio de Goiás é 4 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Santo Antônio de Goiás

Poços cadastrados em Santo Antônio de Goiás - GO
Poços no cadastro nacional25 poços
Profundidade média95,9 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade27 m a 252 m
Nível estático médio12 m 17 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,9 m 18 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 18 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granulítico Anápolis-Itauçu 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 25 poços
Poços com teste de vazão25 de 25
Distribuição das profundidades em Santo Antônio de Goiás 27 m mínimo 100 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 43 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio de Goiás por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 28% 50-100 m 7 · 28% 100-150 m 8 · 32% 150-200 m 2 · 8% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio de Goiás. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 42% Abastecimento doméstico 6 · 25% Abastecimento múltiplo 4 · 17% Abastecimento doméstico/animal 2 · 8% Abastecimento industrial 1 · 4% Outros (lazer,etc.) 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu — 11 poços

O território e o subsolo de Santo Antônio de Goiás

Santo Antônio de Goiás tem 7.386 habitantes distribuídos em 135,0 km², o que dá 54,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Goiânia.

No Censo 2022, 482 dos 2.634 domicílios de Santo Antônio de Goiás — 18,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 442 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 363 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio de Goiás

Com base em 1.248 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio de Goiás - GO, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 150 m, com profundidade mediana de 78 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 1,9 m³/h e 8,7 m³/h), sobre 744 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio de Goiás se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.248 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.

78 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
44,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 744 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio de Goiás: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta1.248 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 35peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 69peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio de Goiás costumam descer

  • até 50 m 39%478
  • 50 a 100 m 34%425
  • 100 a 150 m 19%239
  • acima de 150 m 7%92

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 3,5 m³/h 100 m 8071 com teste
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 10,5 m³/h 140 m 7569 com teste
Quaternário 1,7 m³/h 32 m 5955 com teste
Terciário-Quaternário 6,7 m³/h 89 m 2825 com teste
Complexo Granulítico 8,2 m³/h 100 m 1310 com teste
Corpo Cristalino 3,7 m³/h 90 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m53 poços Quaternário 44 · Terciário-Quaternário 3 · Grupo Araxá 3
  • 50 a 100 m101 poços Grupo Araxá 44 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 21 · Terciário-Quaternário 20
  • 100 a 150 m68 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 33 · Grupo Araxá 23 · Terciário-Quaternário 5
  • acima de 150 m39 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 20 · Grupo Araxá 10 · Quaternário 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio de Goiás?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio de Goiás.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.