Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santo Antônio da Barra - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santo Antônio da Barra, Goiás.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 30poços cadastrados
  • 102,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 8,9 mnível estático médio

Como são os poços em Santo Antônio da Barra - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Santo Antônio da Barra - GO. A profundidade média é de 102,2 m e a mediana, 100 m, medida em 30 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 8,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 346 dos 1.570 domicílios do município — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
102,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
8,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
4.267 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
346 (22%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Santo Antônio da Barra, com profundidade média de 102,2 m (mediana de 100 m, variando de 32 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santo Antônio da Barra é praticamente igual à média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Santo Antônio da Barra

Poços cadastrados em Santo Antônio da Barra - GO
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média102,2 m 30 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade32 m a 252 m
Nível estático médio8,9 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,7 m 29 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Santo Antônio da Barra 32 m mínimo 100 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 108 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santo Antônio da Barra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 17 · 57% 100-150 m 9 · 30% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santo Antônio da Barra 2 1980 5 1990 17 2000 6 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santo Antônio da Barra. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 18 · 64% Abastecimento doméstico 4 · 14% Abastecimento urbano 3 · 11% Abastecimento doméstico/animal 2 · 7% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 20 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Quaternário — 5 poços
  • Terciário-Quaternário — 5 poços
  • Grupo Iporá — 4 poços
  • Grupo Bauru — 4 poços
  • Formação Marília — 2 poços

O território e o subsolo de Santo Antônio da Barra

Santo Antônio da Barra tem 4.267 habitantes distribuídos em 450,3 km², o que dá 9,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Verde.

No Censo 2022, 346 dos 1.570 domicílios de Santo Antônio da Barra — 22% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 305 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 320 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santo Antônio da Barra

Com base em 88 poços cadastrados num raio de 30 km de Santo Antônio da Barra - GO, 80% deles foram concluídos entre 69 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 5,3 m³/h e 11,8 m³/h), sobre 83 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santo Antônio da Barra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 88 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
3,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 83 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santo Antônio da Barra: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta88 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 24peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 92peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santo Antônio da Barra costumam descer

  • até 50 m 8%7
  • 50 a 100 m 52%46
  • 100 a 150 m 36%32
  • acima de 150 m 3%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 7,7 m³/h 95 m 1616 com teste
Formação Serra Geral 6,2 m³/h 100 m 1111 com teste
Grupo Bauru 9,6 m³/h 106 m 1010 com teste
Terciário-Quaternário 7,2 m³/h 100 m 77 com teste
Formação Marília 8,9 m³/h 100 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Quaternário 3
  • 50 a 100 m28 poços Quaternário 8 · Formação Serra Geral 6 · Terciário-Quaternário 4
  • 100 a 150 m20 poços Grupo Bauru 6 · Quaternário 5 · Formação Serra Geral 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santo Antônio da Barra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santo Antônio da Barra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.