Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Anápolis - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Anápolis, Goiás.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 239poços cadastrados
  • 95,2 mprofundidade média
  • 90 mprofundidade mediana
  • 13,9 mnível estático médio

Como são os poços em Anápolis - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 239 poços em Anápolis - GO. A profundidade média é de 95,2 m e a mediana, 90 m, medida em 238 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 13.215 dos 142.329 domicílios do município — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
239
Profundidade média
95,2 m
Profundidade mediana
90 m
Nível estático médio
13,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
4,7 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
398.869 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
13.215 (9,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 239 poços em Anápolis, com profundidade média de 95,2 m (mediana de 90 m, variando de 14 m a 260 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Anápolis é 4,7 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Anápolis

Poços cadastrados em Anápolis - GO
Poços no cadastro nacional239 poços
Profundidade média95,2 m 238 poços com o dado
Profundidade mediana90 m
Faixa de profundidade14 m a 260 m
Nível estático médio13,9 m 169 poços com o dado
Nível dinâmico médio57 m 157 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 155 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 43% dos registros
Uso mais comumSem uso 51 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 99 poços
Poços com teste de vazão239 de 239
Distribuição das profundidades em Anápolis 14 m mínimo 90 m mediana 260 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Anápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 53 · 22% 50-100 m 98 · 41% 100-150 m 65 · 27% 150-200 m 13 · 5% acima de 200 m 9 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Anápolis 3 1960 10 1970 7 1980 59 1990 24 2000 99 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Anápolis. Valores em poços. Sem uso 51 · 23% Abastecimento doméstico 49 · 22% Abastecimento múltiplo 48 · 22% Abastecimento industrial 43 · 19% Abastecimento urbano 28 · 13% Outros (lazer,etc.) 4 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 59 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 29 poços
  • Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu — 14 poços
  • Grupo Araxá — 9 poços
  • Quaternário — 8 poços
  • Complexo Granulítico — 8 poços

O território e o subsolo de Anápolis

Anápolis tem 398.869 habitantes distribuídos em 935,7 km², o que dá 426,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Anápolis, na região intermediária de Goiânia.

No Censo 2022, 13.215 dos 142.329 domicílios de Anápolis — 9,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 6.088 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 9.339 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Anápolis

Com base em 300 poços cadastrados num raio de 30 km de Anápolis - GO, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 150 m, com profundidade mediana de 86 m. A vazão mediana calculada é de 4,8 m³/h (metade dos poços entre 2,5 m³/h e 9,3 m³/h), sobre 186 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Anápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 300 poços no raio, contra 239 poços dentro do município.

86 mprofundidade mediana
4,8 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
10,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 186 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Anápolis: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta300 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 29peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 47peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Anápolis costumam descer

  • até 50 m 24%72
  • 50 a 100 m 41%122
  • 100 a 150 m 25%75
  • acima de 150 m 10%30

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 7,0 m³/h 120 m 1515 com teste
Grupo Araxá 4,6 m³/h 98 m 1010 com teste
Quaternário 3,5 m³/h 105 m 108 com teste
Complexo Granulítico 2,1 m³/h 100 m 77 com teste
Corpo Cristalino 2,5 m³/h 93 m 65 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m23 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 6 · Complexo Granulítico 5 · Corpo Cristalino 4
  • 100 a 150 m14 poços Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 6 · Quaternário 3 · Complexo Granulítico 2
  • acima de 150 m9 poços Grupo Araxá 4 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 3 · Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Anápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Anápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.