Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmeiras de Goiás - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmeiras de Goiás, Goiás.

  • aquífero fissural
  • grupo araxá
  • 47poços cadastrados
  • 87 mprofundidade média
  • 91 mprofundidade mediana
  • 14,3 mnível estático médio

Como são os poços em Palmeiras de Goiás - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 47 poços em Palmeiras de Goiás - GO. A profundidade média é de 87 m e a mediana, 91 m, medida em 47 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Araxá. No Censo 2022, 2.626 dos 11.589 domicílios do município — 22,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
47
Profundidade média
87 m
Profundidade mediana
91 m
Nível estático médio
14,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Araxá
Ante a média do estado
12,9 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
31.858 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.626 (22,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 47 poços em Palmeiras de Goiás, com profundidade média de 87 m (mediana de 91 m, variando de 20 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Araxá, presente em 64% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmeiras de Goiás é 12,9 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Palmeiras de Goiás

Poços cadastrados em Palmeiras de Goiás - GO
Poços no cadastro nacional47 poços
Profundidade média87 m 47 poços com o dado
Profundidade mediana91 m
Faixa de profundidade20 m a 160 m
Nível estático médio14,3 m 35 poços com o dado
Nível dinâmico médio47,3 m 36 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 36 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 73% dos registros
Rocha predominanteGrupo Araxá 64% dos registros
Uso mais comumIrrigação 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 41 poços
Poços com teste de vazão47 de 47
Distribuição das profundidades em Palmeiras de Goiás 20 m mínimo 91 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmeiras de Goiás por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 21% 50-100 m 24 · 51% 100-150 m 12 · 26% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmeiras de Goiás 3 1990 3 2000 41 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmeiras de Goiás. Valores em poços. Irrigação 13 · 30% Abastecimento múltiplo 9 · 21% Abastecimento industrial 8 · 19% Abastecimento urbano 7 · 16% Abastecimento doméstico 3 · 7% Outros (lazer,etc.) 3 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Araxá — 7 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Palmeiras de Goiás

Palmeiras de Goiás tem 31.858 habitantes distribuídos em 1.537,2 km², o que dá 20,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Palmeiras de Goiás, na região intermediária de São Luís de Montes Belos - Iporá.

No Censo 2022, 2.626 dos 11.589 domicílios de Palmeiras de Goiás — 22,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.423 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.134 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmeiras de Goiás

Com base em 66 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmeiras de Goiás - GO, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 150 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 6,9 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 8,9 m³/h), sobre 51 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (82% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmeiras de Goiás se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 66 poços no raio, contra 47 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
6,9 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
2,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 51 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmeiras de Goiás: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta66 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 45peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 18peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 26peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 97peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmeiras de Goiás costumam descer

  • até 50 m 18%12
  • 50 a 100 m 52%34
  • 100 a 150 m 26%17
  • acima de 150 m 5%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Araxá 8,6 m³/h 100 m 76 com teste
Quaternário 7,9 m³/h 114 m 66 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 160 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m6 poços Quaternário 3 · Grupo Araxá 2 · Terciário-Quaternário 1
  • 100 a 150 m8 poços Quaternário 3 · Complexo Granulítico Anápolis-Itauçu 2 · Grupo Araxá 2
  • acima de 150 m3 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Grupo Araxá 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmeiras de Goiás?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmeiras de Goiás.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.