Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Portelândia - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Portelândia, Goiás.

  • aquífero poroso
  • formação cachoeirinha
  • 7poços cadastrados
  • 87,2 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 31,2 mnível estático médio

Como são os poços em Portelândia - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 7 poços em Portelândia - GO. A profundidade média é de 87,2 m e a mediana, 70 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 31,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cachoeirinha. No Censo 2022, 166 dos 1.246 domicílios do município — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
7
Profundidade média
87,2 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
31,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cachoeirinha
Ante a média do estado
12,7 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
3.280 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
166 (13,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 7 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 7 poços em Portelândia, com profundidade média de 87,2 m (mediana de 70 m, variando de 22 m a 168 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cachoeirinha, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Portelândia é 12,7 m mais raso que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Portelândia

Poços cadastrados em Portelândia - GO
Poços no cadastro nacional7 poços
Profundidade média87,2 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade22 m a 168 m
Nível estático médio31,2 m 6 poços com o dado
Nível dinâmico médio55,6 m 6 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 6 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cachoeirinha 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 4 poços
Poços com teste de vazão7 de 7
Distribuição das profundidades em Portelândia 22 m mínimo 70 m mediana 168 m máximo
Metade dos poços fica entre 55 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Portelândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 14% 50-100 m 4 · 57% 100-150 m 1 · 14% 150-200 m 1 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Portelândia 2 1980 1 1990 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Portelândia. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 50% Abastecimento doméstico 1 · 25% Abastecimento industrial 1 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cachoeirinha — 1 poço

O território e o subsolo de Portelândia

Portelândia tem 3.280 habitantes distribuídos em 553,4 km², o que dá 5,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jataí-Mineiros, na região intermediária de Rio Verde.

No Censo 2022, 166 dos 1.246 domicílios de Portelândia — 13,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 138 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 188 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Portelândia

Com base em 26 poços cadastrados num raio de 30 km de Portelândia - GO, 80% deles foram concluídos entre 49 m e 357 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 5,1 m³/h e 12,3 m³/h), sobre 22 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 33 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Portelândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 26 poços no raio, contra 7 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
33 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 22 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Portelândia: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra média26 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 49peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 76peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Portelândia costumam descer

  • até 50 m 12%3
  • 50 a 100 m 46%12
  • 100 a 150 m 8%2
  • acima de 150 m 35%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Grupo Cachoeirinha 2 · Formação Botucatu 1 · Quaternário 1
  • acima de 150 m5 poços Formação Serra Geral 1 · Formação Corumbataí 1 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Portelândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Portelândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.