Goiás · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Gouvelândia - GO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Gouvelândia, Goiás.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 9poços cadastrados
  • 150,2 mprofundidade média
  • 162 mprofundidade mediana
  • 13,9 mnível estático médio

Como são os poços em Gouvelândia - GO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Gouvelândia - GO. A profundidade média é de 150,2 m e a mediana, 162 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 688 dos 1.678 domicílios do município — 41% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
150,2 m
Profundidade mediana
162 m
Nível estático médio
13,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
50,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m)
População (Censo 2022)
4.390 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
688 (41%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Gouvelândia, com profundidade média de 150,2 m (mediana de 162 m, variando de 24 m a 249 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Gouvelândia é 50,3 m mais fundo que a média de Goiás (99,9 m).

Números do cadastro em Gouvelândia

Poços cadastrados em Gouvelândia - GO
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média150,2 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana162 m
Faixa de profundidade24 m a 249 m
Nível estático médio13,9 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio71,1 m 8 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Gouvelândia 24 m mínimo 162 m mediana 249 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 219 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Gouvelândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 22% 50-100 m 2 · 22% 150-200 m 2 · 22% acima de 200 m 3 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Gouvelândia 3 1980 1 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Gouvelândia. Valores em poços. Abastecimento urbano 2 · 67% Abastecimento industrial 1 · 33%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 4 poços

O território e o subsolo de Gouvelândia

Gouvelândia tem 4.390 habitantes distribuídos em 827,4 km², o que dá 5,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Quirinópolis, na região intermediária de Rio Verde.

No Censo 2022, 688 dos 1.678 domicílios de Gouvelândia — 41% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 619 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 414 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Goiás combina metassedimentos e cristalino na maior parte do estado com a borda da Bacia do Paraná ao sudoeste e calcários do Bambuí ao nordeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Grupo Bambuí, Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani (borda), Grupo Araxá. Fissural na maior parte, com a exceção do sudoeste, onde arenito e basalto mudam completamente o projeto do poço.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Gouvelândia

Com base em 15 poços cadastrados num raio de 30 km de Gouvelândia - GO, 80% deles foram concluídos entre 64 m e 842 m, com profundidade mediana de 181 m. A vazão mediana calculada é de 11,0 m³/h (metade dos poços entre 7,8 m³/h e 25,1 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Gouvelândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 15 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

181 mprofundidade mediana
11,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
0,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Gouvelândia: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra baixa15 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 81peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 62peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 34peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Gouvelândia costumam descer

  • até 50 m 14%2
  • 50 a 100 m 14%2
  • 100 a 150 m 14%2
  • acima de 150 m 57%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Gouvelândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Gouvelândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.