Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Sebastião do Passé - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Sebastião do Passé, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 63poços cadastrados
  • 358,5 mprofundidade média
  • 134 mprofundidade mediana
  • 17,9 mnível estático médio

Como são os poços em São Sebastião do Passé - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 63 poços em São Sebastião do Passé - BA. A profundidade média é de 358,5 m e a mediana, 134 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 2.980 dos 15.128 domicílios do município — 19,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
63
Profundidade média
358,5 m
Profundidade mediana
134 m
Nível estático médio
17,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
258,8 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
40.958 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.980 (19,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 63 poços em São Sebastião do Passé, com profundidade média de 358,5 m (mediana de 134 m, variando de 50 m a 3.586 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Sebastião do Passé é 258,8 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em São Sebastião do Passé

Poços cadastrados em São Sebastião do Passé - BA
Poços no cadastro nacional63 poços
Profundidade média358,5 m 57 poços com o dado
Profundidade mediana134 m
Faixa de profundidade50 m a 3.586 m
Nível estático médio17,9 m 44 poços com o dado
Nível dinâmico médio52,8 m 46 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 31 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 15 poços
Poços com teste de vazão63 de 63
Distribuição das profundidades em São Sebastião do Passé 50 m mínimo 134 m mediana 3.586 m máximo
Metade dos poços fica entre 82 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Sebastião do Passé por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 18 · 32% 100-150 m 13 · 23% 150-200 m 6 · 11% acima de 200 m 19 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Sebastião do Passé 1 1940 1 1960 13 1970 15 1980 5 1990 6 2000 8 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Sebastião do Passé. Valores em poços. Abastecimento urbano 22 · 61% Abastecimento industrial 9 · 25% Outros (lazer,etc.) 3 · 8% Abastecimento doméstico/animal 2 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 44 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 28 poços
  • Grupo Ilhas — 6 poços
  • Quaternário — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços
  • Eluvião — 3 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços

O território e o subsolo de São Sebastião do Passé

São Sebastião do Passé tem 40.958 habitantes distribuídos em 536,7 km², o que dá 76,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salvador.

No Censo 2022, 2.980 dos 15.128 domicílios de São Sebastião do Passé — 19,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.926 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.300 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Sebastião do Passé

Com base em 598 poços cadastrados num raio de 30 km de São Sebastião do Passé - BA, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 410 m, com profundidade mediana de 170 m. A vazão mediana calculada é de 52,7 m³/h (metade dos poços entre 19,6 m³/h e 144,0 m³/h), sobre 275 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Sebastião do Passé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 598 poços no raio, contra 63 poços dentro do município.

170 mprofundidade mediana
52,7 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
21,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 275 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Sebastião do Passé: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta598 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 100peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 75peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Sebastião do Passé costumam descer

  • até 50 m 4%22
  • 50 a 100 m 20%103
  • 100 a 150 m 19%99
  • acima de 150 m 57%296

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 98,9 m³/h 190 m 181104 com teste
Quaternário 25,4 m³/h 171 m 6112 com teste
Formação Marizal 139,0 m³/h 267 m 3227 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11,2 m³/h 76 m 216 com teste
Grupo Ilhas 24,8 m³/h 103 m 142 com teste
Cretáceo 98,5 m³/h 340 m 1412 com teste
Grupo Barreiras 11,9 m³/h 84 m 133 com teste
Eluvião 19,1 m³/h 132 m 136 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Grupo São Sebastião 4 · Quaternário 3
  • 50 a 100 m82 poços Grupo São Sebastião 32 · Quaternário 11 · Grupo Barreiras 8
  • 100 a 150 m63 poços Grupo São Sebastião 33 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8 · Quaternário 8
  • acima de 150 m206 poços Grupo São Sebastião 112 · Quaternário 39 · Formação Marizal 24

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Sebastião do Passé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Sebastião do Passé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.