Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Antas - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Antas, Bahia.

  • aquífero poroso
  • formação marizal
  • 33poços cadastrados
  • 274,1 mprofundidade média
  • 315 mprofundidade mediana
  • 142,9 mnível estático médio

Como são os poços em Antas - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 33 poços em Antas - BA. A profundidade média é de 274,1 m e a mediana, 315 m, medida em 32 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 142,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Marizal. No Censo 2022, 739 dos 4.484 domicílios do município — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
33
Profundidade média
274,1 m
Profundidade mediana
315 m
Nível estático médio
142,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Marizal
Ante a média do estado
174,4 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
14.206 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
739 (16,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 33 poços em Antas, com profundidade média de 274,1 m (mediana de 315 m, variando de 1 m a 402 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Marizal, presente em 62% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Antas é 174,4 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Antas

Poços cadastrados em Antas - BA
Poços no cadastro nacional33 poços
Profundidade média274,1 m 32 poços com o dado
Profundidade mediana315 m
Faixa de profundidade1 m a 402 m
Nível estático médio142,9 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio164,8 m 19 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 97% dos registros
Rocha predominanteFormação Marizal 62% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 11 poços
Poços com teste de vazão33 de 33
Distribuição das profundidades em Antas 1 m mínimo 315 m mediana 402 m máximo
Metade dos poços fica entre 225 m e 366 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Antas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 3 · 9% 100-150 m 2 · 6% 150-200 m 1 · 3% acima de 200 m 25 · 78%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Antas 1 1960 4 1970 5 1980 11 1990 8 2000 1 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Antas. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 54% Abastecimento doméstico 6 · 25% Abastecimento urbano 4 · 17% Pecuária 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 30 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Marizal — 26 poços
  • Grupo São Sebastião — 12 poços
  • Quaternário — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Antas

Antas tem 14.206 habitantes distribuídos em 319,7 km², o que dá 44,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cícero Dantas, na região intermediária de Paulo Afonso.

No Censo 2022, 739 dos 4.484 domicílios de Antas — 16,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 718 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 351 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Antas

Com base em 185 poços cadastrados num raio de 30 km de Antas - BA, 80% deles foram concluídos entre 81 m e 370 m, com profundidade mediana de 230 m. A vazão mediana calculada é de 16,5 m³/h (metade dos poços entre 7,9 m³/h e 33,4 m³/h), sobre 108 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 123 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Antas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 185 poços no raio, contra 33 poços dentro do município.

230 mprofundidade mediana
16,5 m³/hvazão mediana calculada
123 mnível estático mediano
6,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 108 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Antas: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta185 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 94peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 84peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 0peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 37peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Antas costumam descer

  • até 50 m 6%11
  • 50 a 100 m 11%20
  • 100 a 150 m 13%23
  • acima de 150 m 70%129

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Marizal 15,8 m³/h 318 m 6043 com teste
Grupo São Sebastião 33,0 m³/h 232 m 1610 com teste
Grupo Ilhas 23,2 m³/h 226 m 1311 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,6 m³/h 198 m 85 com teste
Formação Candeias 13,3 m³/h 99 m 84 com teste
Quaternário 25,0 m³/h 340 m 53 com teste
Grupo Brotas 39,6 m³/h 94 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Formação Candeias 2 · Formação Aliança 1 · Formação Marizal 1
  • 50 a 100 m11 poços Formação Marizal 4 · Grupo Ilhas 3 · Formação Candeias 2
  • 100 a 150 m15 poços Grupo São Sebastião 3 · Formação Candeias 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2
  • acima de 150 m88 poços Formação Marizal 53 · Grupo São Sebastião 12 · Grupo Ilhas 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Antas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Antas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.