Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Catu - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Catu, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 53poços cadastrados
  • 369,7 mprofundidade média
  • 148 mprofundidade mediana
  • 20,1 mnível estático médio

Como são os poços em Catu - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 53 poços em Catu - BA. A profundidade média é de 369,7 m e a mediana, 148 m, medida em 49 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 1.479 dos 18.304 domicílios do município — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
53
Profundidade média
369,7 m
Profundidade mediana
148 m
Nível estático médio
20,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
270 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
48.148 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.479 (8,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 53 poços em Catu, com profundidade média de 369,7 m (mediana de 148 m, variando de 37 m a 2.593 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 69% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Catu é 270 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Catu

Poços cadastrados em Catu - BA
Poços no cadastro nacional53 poços
Profundidade média369,7 m 49 poços com o dado
Profundidade mediana148 m
Faixa de profundidade37 m a 2.593 m
Nível estático médio20,1 m 33 poços com o dado
Nível dinâmico médio51,1 m 40 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 69% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2020 11 poços
Poços com teste de vazão53 de 53
Distribuição das profundidades em Catu 37 m mínimo 148 m mediana 2.593 m máximo
Metade dos poços fica entre 95 m e 228 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Catu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 2% 50-100 m 15 · 31% 100-150 m 12 · 24% 150-200 m 7 · 14% acima de 200 m 14 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Catu 2 1940 4 1970 5 1980 6 1990 2 2000 10 2010 11 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Catu. Valores em poços. Abastecimento urbano 16 · 55% Abastecimento industrial 9 · 31% Outros (lazer,etc.) 4 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 30 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 20 poços
  • Grupo Barreiras — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 4 poços

O território e o subsolo de Catu

Catu tem 48.148 habitantes distribuídos em 427,0 km², o que dá 112,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salvador.

No Censo 2022, 1.479 dos 18.304 domicílios de Catu — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.308 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 812 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Catu

Com base em 282 poços cadastrados num raio de 30 km de Catu - BA, 80% deles foram concluídos entre 47 m e 371 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 31,7 m³/h (metade dos poços entre 17,1 m³/h e 52,7 m³/h), sobre 136 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Catu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 282 poços no raio, contra 53 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
31,7 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
10,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 136 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Catu: 75/100

75 de 100

Confiança: amostra alta282 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 79peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Catu costumam descer

  • até 50 m 10%27
  • 50 a 100 m 26%68
  • 100 a 150 m 24%62
  • acima de 150 m 39%101

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 36,0 m³/h 127 m 9040 com teste
Formação Marizal 52,8 m³/h 95 m 2013 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11,2 m³/h 106 m 166 com teste
Quaternário 20,3 m³/h 78 m 104 com teste
Grupo Barreiras 37,6 m³/h 76 m 101 com teste
Grupo Ilhas 26,4 m³/h 146 m 81 com teste
Eluvião 14,7 m³/h 132 m 74 com teste
Grupo Barreira Indiviso 24,9 m³/h 34 m 52 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m27 poços Grupo São Sebastião 12 · Grupo Barreira Indiviso 4 · Quaternário 3
  • 50 a 100 m56 poços Grupo São Sebastião 25 · Formação Marizal 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5
  • 100 a 150 m35 poços Grupo São Sebastião 15 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Formação Marizal 5
  • acima de 150 m58 poços Grupo São Sebastião 38 · Grupo Ilhas 4 · Formação Marizal 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Catu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Catu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.