Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sapeaçu - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sapeaçu, Bahia.

  • aquífero fissural
  • arqueano
  • 40poços cadastrados
  • 61,8 mprofundidade média
  • 68 mprofundidade mediana
  • 7,1 mnível estático médio

Como são os poços em Sapeaçu - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 40 poços em Sapeaçu - BA. A profundidade média é de 61,8 m e a mediana, 68 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 7,1 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Arqueano. No Censo 2022, 722 dos 6.357 domicílios do município — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
40
Profundidade média
61,8 m
Profundidade mediana
68 m
Nível estático médio
7,1 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Arqueano
Ante a média do estado
37,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
17.963 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
722 (11,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 40 poços em Sapeaçu, com profundidade média de 61,8 m (mediana de 68 m, variando de 3 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Arqueano, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sapeaçu é 37,9 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Sapeaçu

Poços cadastrados em Sapeaçu - BA
Poços no cadastro nacional40 poços
Profundidade média61,8 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana68 m
Faixa de profundidade3 m a 120 m
Nível estático médio7,1 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,1 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 95% dos registros
Rocha predominanteArqueano 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 20 poços
Poços com teste de vazão40 de 40
Distribuição das profundidades em Sapeaçu 3 m mínimo 68 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 52,2 m e 72 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sapeaçu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 23% 50-100 m 30 · 75% 100-150 m 1 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sapeaçu 1 1960 20 1980 12 1990 4 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sapeaçu. Valores em poços. Abastecimento urbano 31 · 97% Abastecimento doméstico/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 35 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Arqueano — 31 poços
  • Formação Capim Grosso — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 2 poços
  • Eluvião — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Grupo Barreiras — 1 poço

O território e o subsolo de Sapeaçu

Sapeaçu tem 17.963 habitantes distribuídos em 131,2 km², o que dá 136,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruz das Almas, na região intermediária de Santo Antônio de Jesus.

No Censo 2022, 722 dos 6.357 domicílios de Sapeaçu — 11,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 552 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 990 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sapeaçu

Com base em 297 poços cadastrados num raio de 30 km de Sapeaçu - BA, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 102 m, com profundidade mediana de 70 m. A vazão mediana calculada é de 2,6 m³/h (metade dos poços entre 1,5 m³/h e 6,4 m³/h), sobre 105 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sapeaçu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 297 poços no raio, contra 40 poços dentro do município.

70 mprofundidade mediana
2,6 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
10,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 105 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sapeaçu: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta297 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 14peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sapeaçu costumam descer

  • até 50 m 23%65
  • 50 a 100 m 65%184
  • 100 a 150 m 11%32
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Arqueano 2,6 m³/h 70 m 6027 com teste
Formação Capim Grosso 2,7 m³/h 42 m 238 com teste
Grupo Barreiras sem teste 20 m 17
Quaternário sem teste 63 m 16
Terciário-Quaternário 1,2 m³/h 60 m 163 com teste
Aluviões 5,3 m³/h 60 m 41 com teste
Corpo Cristalino sem teste 63 m 4
Eluvião 1,5 m³/h 69 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m59 poços Formação Capim Grosso 16 · Grupo Barreiras 15 · Arqueano 9
  • 50 a 100 m88 poços Arqueano 48 · Quaternário 12 · Terciário-Quaternário 9
  • 100 a 150 m4 poços Arqueano 3 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sapeaçu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sapeaçu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.