Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Francisco do Conde - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Francisco do Conde, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo ilhas
  • 8poços cadastrados
  • 614 mprofundidade média
  • 126 mprofundidade mediana
  • 3 mnível estático médio

Como são os poços em São Francisco do Conde - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em São Francisco do Conde - BA. A profundidade média é de 614 m e a mediana, 126 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Ilhas. No Censo 2022, 49 dos 14.008 domicílios do município — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
614 m
Profundidade mediana
126 m
Nível estático médio
3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Ilhas
Ante a média do estado
514,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
38.733 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
49 (0,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em São Francisco do Conde, com profundidade média de 614 m (mediana de 126 m, variando de 40 m a 1.427 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Ilhas, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Francisco do Conde é 514,3 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em São Francisco do Conde

Poços cadastrados em São Francisco do Conde - BA
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média614 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana126 m
Faixa de profundidade40 m a 1.427 m
Nível estático médio3 m 1 poço com o dado
Nível dinâmico médio20 m 1 poço com o dado
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Ilhas 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1900 1 poço
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em São Francisco do Conde 40 m mínimo 126 m mediana 1.427 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 1.417 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Francisco do Conde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 20% 50-100 m 1 · 20% 100-150 m 1 · 20% acima de 200 m 2 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Francisco do Conde 1 1900 1 1960 1 1970
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Francisco do Conde. Valores em poços. Abastecimento industrial 4 · 57% Abastecimento urbano 2 · 29% Outros (lazer,etc.) 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Ilhas — 4 poços
  • Eluvião — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de São Francisco do Conde

São Francisco do Conde tem 38.733 habitantes distribuídos em 269,7 km², o que dá 143,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Salvador.

No Censo 2022, 49 dos 14.008 domicílios de São Francisco do Conde — 0,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 30 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 476 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de São Francisco do Conde, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Francisco do Conde

Com base em 427 poços cadastrados num raio de 30 km de São Francisco do Conde - BA, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 403 m, com profundidade mediana de 148 m. A vazão mediana calculada é de 27,4 m³/h (metade dos poços entre 10,0 m³/h e 119,9 m³/h), sobre 183 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (96% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Francisco do Conde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 427 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

148 mprofundidade mediana
27,4 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
15,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 183 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Francisco do Conde: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta427 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 69peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Francisco do Conde costumam descer

  • até 50 m 14%53
  • 50 a 100 m 21%80
  • 100 a 150 m 17%64
  • acima de 150 m 47%178

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 112,9 m³/h 180 m 10057 com teste
Quaternário 5,1 m³/h 165 m 6514 com teste
Grupo Ilhas 18,6 m³/h 30 m 374 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11,2 m³/h 68 m 198 com teste
Grupo Barreiras 5,4 m³/h 66 m 116 com teste
Formação Marizal 138,8 m³/h 267 m 108 com teste
Eluvião 4,1 m³/h 95 m 93 com teste
Formação Sergi 13,7 m³/h 128 m 95 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m48 poços Grupo Ilhas 23 · Quaternário 12 · Grupo Barreiras 3
  • 50 a 100 m65 poços Grupo São Sebastião 14 · Quaternário 12 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10
  • 100 a 150 m45 poços Grupo São Sebastião 25 · Quaternário 5 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3
  • acima de 150 m127 poços Grupo São Sebastião 58 · Quaternário 36 · Formação Marizal 8

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Francisco do Conde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Francisco do Conde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.