Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguaripe - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguaripe, Bahia.

  • aquífero poroso
  • formação sergi
  • 18poços cadastrados
  • 108,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 5 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguaripe - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 18 poços em Jaguaripe - BA. A profundidade média é de 108,4 m e a mediana, 100 m, medida em 18 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Sergi. No Censo 2022, 1.870 dos 6.380 domicílios do município — 29,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
18
Profundidade média
108,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Sergi
Ante a média do estado
8,7 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
17.659 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.870 (29,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 18 poços em Jaguaripe, com profundidade média de 108,4 m (mediana de 100 m, variando de 21 m a 251 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Sergi, presente em 41% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguaripe é 8,7 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Jaguaripe

Poços cadastrados em Jaguaripe - BA
Poços no cadastro nacional18 poços
Profundidade média108,4 m 18 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade21 m a 251 m
Nível estático médio5 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,9 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 79% dos registros
Rocha predominanteFormação Sergi 41% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 10 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 7 poços
Poços com teste de vazão18 de 18
Distribuição das profundidades em Jaguaripe 21 m mínimo 100 m mediana 251 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 137,1 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguaripe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 22% 50-100 m 7 · 39% 100-150 m 3 · 17% 150-200 m 2 · 11% acima de 200 m 2 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguaripe 7 1970 1 1980 1 1990 4 2000 3 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguaripe. Valores em poços. Abastecimento urbano 10 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 11 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Sergi — 7 poços
  • Quaternário — 6 poços
  • Eluvião — 1 poço
  • Formação Aliança — 1 poço
  • Aluviões — 1 poço
  • Grupo Ilhas — 1 poço

O território e o subsolo de Jaguaripe

Jaguaripe tem 17.659 habitantes distribuídos em 863,4 km², o que dá 20,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Nazaré – Maragogipe, na região intermediária de Santo Antônio de Jesus.

No Censo 2022, 1.870 dos 6.380 domicílios de Jaguaripe — 29,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 572 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.560 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguaripe

Com base em 84 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguaripe - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 165 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 5,0 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 11,7 m³/h), sobre 42 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 2 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguaripe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 84 poços no raio, contra 18 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
5,0 m³/hvazão mediana calculada
2 mnível estático mediano
3,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 42 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguaripe: 31/100

31 de 100

Confiança: amostra alta84 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 30peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 18peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguaripe costumam descer

  • até 50 m 12%10
  • 50 a 100 m 46%37
  • 100 a 150 m 28%23
  • acima de 150 m 14%11

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 6,1 m³/h 58 m 123 com teste
Formação Sergi 8,7 m³/h 222 m 64 com teste
Arqueano 1,3 m³/h 70 m 52 com teste
Eluvião 5,3 m³/h 50 m 51 com teste
Corpo Cristalino 24,7 m³/h 126 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Quaternário 4 · Eluvião 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m19 poços Quaternário 7 · Arqueano 5 · Eluvião 2
  • 100 a 150 m3 poços Corpo Cristalino 2 · Formação Sergi 1
  • acima de 150 m7 poços Formação Sergi 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1 · Quaternário 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguaripe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguaripe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.