Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Canápolis - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Canápolis, Bahia.

  • aquífero carstico
  • grupo bambuí
  • 63poços cadastrados
  • 108,6 mprofundidade média
  • 114 mprofundidade mediana
  • 15,4 mnível estático médio

Como são os poços em Canápolis - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 63 poços em Canápolis - BA. A profundidade média é de 108,6 m e a mediana, 114 m, medida em 58 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Grupo Bambuí. No Censo 2022, 1.199 dos 3.307 domicílios do município — 36,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
63
Profundidade média
108,6 m
Profundidade mediana
114 m
Nível estático médio
15,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Grupo Bambuí
Ante a média do estado
8,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
10.225 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.199 (36,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 63 poços em Canápolis, com profundidade média de 108,6 m (mediana de 114 m, variando de 42 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bambuí, presente em 86% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Canápolis é 8,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Canápolis

Poços cadastrados em Canápolis - BA
Poços no cadastro nacional63 poços
Profundidade média108,6 m 58 poços com o dado
Profundidade mediana114 m
Faixa de profundidade42 m a 180 m
Nível estático médio15,4 m 42 poços com o dado
Nível dinâmico médio39,1 m 42 poços com o dado
Vazão específica média4,9 m³/h por metro 39 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 70% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bambuí 86% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 34 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 17 poços
Poços com teste de vazão63 de 63
Distribuição das profundidades em Canápolis 42 m mínimo 114 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 75,6 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Canápolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 26 · 45% 100-150 m 24 · 41% 150-200 m 6 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Canápolis 1 1960 6 1970 17 1980 9 1990 11 2000 10 2010 4 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Canápolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 34 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 26 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bambuí — 32 poços
  • Eluvião — 3 poços
  • Quaternário — 1 poço
  • Formacao Urucuia — 1 poço

O território e o subsolo de Canápolis

Canápolis tem 10.225 habitantes distribuídos em 460,4 km², o que dá 22,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria da Vitoria, na região intermediária de Barreiras.

No Censo 2022, 1.199 dos 3.307 domicílios de Canápolis — 36,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.191 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.221 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Canápolis

Com base em 189 poços cadastrados num raio de 30 km de Canápolis - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 9,3 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 21,0 m³/h), sobre 110 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Canápolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 189 poços no raio, contra 63 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
9,3 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
6,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 110 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Canápolis: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta189 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 69peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 43peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Canápolis costumam descer

  • até 50 m 6%11
  • 50 a 100 m 38%67
  • 100 a 150 m 47%84
  • acima de 150 m 9%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bambuí 13,2 m³/h 108 m 8751 com teste
Eluvião 9,2 m³/h 100 m 117 com teste
Formacao Urucuia 5,5 m³/h 82 m 96 com teste
Aluviões 15,1 m³/h 92 m 42 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Bambuí 6 · Eluvião 2 · Formacao Urucuia 1
  • 50 a 100 m46 poços Grupo Bambuí 32 · Eluvião 5 · Formacao Urucuia 5
  • 100 a 150 m58 poços Grupo Bambuí 44 · Eluvião 4 · Formacao Urucuia 3
  • acima de 150 m5 poços Grupo Bambuí 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Canápolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Canápolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.