Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Várzea Nova - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Várzea Nova, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 207poços cadastrados
  • 107,6 mprofundidade média
  • 104 mprofundidade mediana
  • 17,4 mnível estático médio

Como são os poços em Várzea Nova - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 207 poços em Várzea Nova - BA. A profundidade média é de 107,6 m e a mediana, 104 m, medida em 178 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 17,4 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 656 dos 4.860 domicílios do município — 13,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
207
Profundidade média
107,6 m
Profundidade mediana
104 m
Nível estático médio
17,4 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
7,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.377 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
656 (13,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 207 poços em Várzea Nova, com profundidade média de 107,6 m (mediana de 104 m, variando de 11,5 m a 248 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 24% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Várzea Nova é 7,9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Várzea Nova

Poços cadastrados em Várzea Nova - BA
Poços no cadastro nacional207 poços
Profundidade média107,6 m 178 poços com o dado
Profundidade mediana104 m
Faixa de profundidade11,5 m a 248 m
Nível estático médio17,4 m 109 poços com o dado
Nível dinâmico médio55 m 83 poços com o dado
Vazão específica média8,9 m³/h por metro 77 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 24% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 47 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 73 poços
Poços com teste de vazão207 de 207
Distribuição das profundidades em Várzea Nova 11,5 m mínimo 104 m mediana 248 m máximo
Metade dos poços fica entre 79 m e 140 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Várzea Nova por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 5% 50-100 m 75 · 42% 100-150 m 77 · 43% 150-200 m 15 · 8% acima de 200 m 2 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Várzea Nova 2 1960 4 1970 44 1980 24 1990 73 2000 30 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Várzea Nova. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 47 · 39% Abastecimento doméstico 35 · 29% Abastecimento urbano 22 · 18% Pecuária 11 · 9% Doméstico/irrigação/animal 4 · 3% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 18 poços
  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 4 poços
  • Formação Morro do Chapéu — 3 poços
  • Proterozoico Superior — 3 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços
  • Grupo Bambuí — 2 poços

O território e o subsolo de Várzea Nova

Várzea Nova tem 13.377 habitantes distribuídos em 1.225,9 km², o que dá 10,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jacobina, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 656 dos 4.860 domicílios de Várzea Nova — 13,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 651 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 740 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Várzea Nova

Com base em 408 poços cadastrados num raio de 30 km de Várzea Nova - BA, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 153 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 6,6 m³/h (metade dos poços entre 2,4 m³/h e 13,9 m³/h), sobre 140 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Várzea Nova se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 408 poços no raio, contra 207 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
6,6 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
14,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 140 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Várzea Nova: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta408 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 43peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 24peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Várzea Nova costumam descer

  • até 50 m 10%38
  • 50 a 100 m 44%161
  • 100 a 150 m 35%127
  • acima de 150 m 11%39

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Proterozoico Superior 9,6 m³/h 144 m 97 com teste
Quaternário 4,3 m³/h 105 m 93 com teste
Grupo Bambuí 3,7 m³/h 75 m 82 com teste
Formação Morro do Chapéu 4,2 m³/h 70 m 71 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,8 m³/h 180 m 76 com teste
Formação Salitre 1,1 m³/h 100 m 61 com teste
Formação Bebedouro 2,8 m³/h 108 m 41 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Morro do Chapéu 3 · Grupo Bambuí 2 · Quaternário 2
  • 50 a 100 m22 poços Grupo Bambuí 5 · Formação Salitre 4 · Proterozoico Superior 3
  • 100 a 150 m16 poços Quaternário 5 · Proterozoico Superior 3 · Formação Bebedouro 2
  • acima de 150 m12 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Proterozoico Superior 3 · Grupo Bambuí 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Várzea Nova?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Várzea Nova.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.