Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Seabra - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Seabra, Bahia.

  • aquífero fissural
  • grupo paraguaçu
  • 238poços cadastrados
  • 108,7 mprofundidade média
  • 115 mprofundidade mediana
  • 18,9 mnível estático médio

Como são os poços em Seabra - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 238 poços em Seabra - BA. A profundidade média é de 108,7 m e a mediana, 115 m, medida em 232 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Paraguaçu. No Censo 2022, 3.139 dos 15.891 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
238
Profundidade média
108,7 m
Profundidade mediana
115 m
Nível estático médio
18,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Grupo Paraguaçu
Ante a média do estado
9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
46.160 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.139 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 238 poços em Seabra, com profundidade média de 108,7 m (mediana de 115 m, variando de 32 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Paraguaçu, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Seabra é 9 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Seabra

Poços cadastrados em Seabra - BA
Poços no cadastro nacional238 poços
Profundidade média108,7 m 232 poços com o dado
Profundidade mediana115 m
Faixa de profundidade32 m a 204 m
Nível estático médio18,9 m 175 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,8 m 174 poços com o dado
Vazão específica média3,5 m³/h por metro 134 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 97% dos registros
Rocha predominanteGrupo Paraguaçu 29% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 52 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 85 poços
Poços com teste de vazão238 de 238
Distribuição das profundidades em Seabra 32 m mínimo 115 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 144 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Seabra por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 13 · 6% 50-100 m 88 · 38% 100-150 m 112 · 48% 150-200 m 18 · 8% acima de 200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Seabra 6 1970 54 1980 24 1990 42 2000 85 2010 21 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Seabra. Valores em poços. Abastecimento urbano 52 · 60% Abastecimento doméstico 16 · 19% Abastecimento doméstico/animal 8 · 9% Doméstico/irrigação/animal 6 · 7% Outros (lazer,etc.) 3 · 3% Irrigação 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 180 poços
  • Poroso — 4 poços
  • Carstico — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Paraguaçu — 40 poços
  • Quaternário — 33 poços
  • Corpo Cristalino — 25 poços
  • Formação Tombador Indivisa — 16 poços
  • Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro — 16 poços
  • Formação Caboclo — 9 poços

O território e o subsolo de Seabra

Seabra tem 46.160 habitantes distribuídos em 2.402,2 km², o que dá 19,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Seabra, na região intermediária de Feira de Santana.

No Censo 2022, 3.139 dos 15.891 domicílios de Seabra — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.117 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.379 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Seabra

Com base em 300 poços cadastrados num raio de 30 km de Seabra - BA, 80% deles foram concluídos entre 59 m e 150 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 8,2 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 17,1 m³/h), sobre 159 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 14 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Seabra se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 300 poços no raio, contra 238 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
8,2 m³/hvazão mediana calculada
14 mnível estático mediano
10,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 159 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Seabra: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra alta300 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 61peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 56peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 28peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Seabra costumam descer

  • até 50 m 6%17
  • 50 a 100 m 38%111
  • 100 a 150 m 48%141
  • acima de 150 m 8%23

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Quaternário 5,5 m³/h 80 m 362 com teste
Corpo Cristalino 11,2 m³/h 120 m 2617 com teste
Grupo Paraguaçu 4,4 m³/h 85 m 196 com teste
Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro 16,8 m³/h 150 m 1614 com teste
Formação Tombador Indivisa 2,8 m³/h 94 m 105 com teste
Formação Salitre 8,6 m³/h 117 m 103 com teste
Formação Caboclo 10,5 m³/h 96 m 92 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,7 m³/h 122 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m15 poços Quaternário 6 · Grupo Paraguaçu 3 · Corpo Cristalino 2
  • 50 a 100 m73 poços Quaternário 24 · Grupo Paraguaçu 9 · Formação Tombador Indivisa 6
  • 100 a 150 m70 poços Corpo Cristalino 16 · Formação Mangabeira-Lagoa de Dentro 13 · Grupo Paraguaçu 7
  • acima de 150 m9 poços Formação Salitre 2 · Corpo Cristalino 2 · Formação Caboclo 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Seabra?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Seabra.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.