Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Feira de Santana - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Feira de Santana, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 360poços cadastrados
  • 51,7 mprofundidade média
  • 48,5 mprofundidade mediana
  • 11,6 mnível estático médio

Como são os poços em Feira de Santana - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 360 poços em Feira de Santana - BA. A profundidade média é de 51,7 m e a mediana, 48,5 m, medida em 290 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 19.871 dos 221.592 domicílios do município — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
360
Profundidade média
51,7 m
Profundidade mediana
48,5 m
Nível estático médio
11,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
48 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
616.272 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
19.871 (9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 360 poços em Feira de Santana, com profundidade média de 51,7 m (mediana de 48,5 m, variando de 12 m a 160 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 39% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Feira de Santana é 48 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Feira de Santana

Poços cadastrados em Feira de Santana - BA
Poços no cadastro nacional360 poços
Profundidade média51,7 m 290 poços com o dado
Profundidade mediana48,5 m
Faixa de profundidade12 m a 160 m
Nível estático médio11,6 m 189 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,7 m 151 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 104 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 68% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 39% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 66 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 102 poços
Poços com teste de vazão360 de 360
Distribuição das profundidades em Feira de Santana 12 m mínimo 48,5 m mediana 160 m máximo
Metade dos poços fica entre 33 m e 66 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Feira de Santana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 162 · 56% 50-100 m 121 · 42% 100-150 m 6 · 2% 150-200 m 1
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Feira de Santana 7 1940 3 1950 15 1960 25 1970 67 1980 36 1990 102 2000 18 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Feira de Santana. Valores em poços. Abastecimento urbano 66 · 27% Abastecimento industrial 58 · 24% Abastecimento doméstico 41 · 17% Abastecimento doméstico/animal 40 · 16% Outros (lazer,etc.) 26 · 11% Pecuária 13 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 172 poços
  • Fissural — 78 poços
  • Carstico — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 76 poços
  • Arqueano — 67 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 22 poços
  • Quaternário — 14 poços
  • Eluvião — 8 poços
  • Corpo Cristalino — 6 poços

O território e o subsolo de Feira de Santana

Feira de Santana tem 616.272 habitantes distribuídos em 1.304,4 km², o que dá 472,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Feira de Santana.

No Censo 2022, 19.871 dos 221.592 domicílios de Feira de Santana — 9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 17.814 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 15.756 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Feira de Santana

Com base em 627 poços cadastrados num raio de 30 km de Feira de Santana - BA, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 102 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,2 m³/h e 5,8 m³/h), sobre 200 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (55% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Feira de Santana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 627 poços no raio, contra 360 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
22,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 200 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Feira de Santana: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta627 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 78peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 38peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Feira de Santana costumam descer

  • até 50 m 37%190
  • 50 a 100 m 53%273
  • 100 a 150 m 9%47
  • acima de 150 m 2%9

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Barreiras 2,5 m³/h 38 m 8724 com teste
Quaternário 1,7 m³/h 61 m 4010 com teste
Arqueano 2,9 m³/h 70 m 3419 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,2 m³/h 56 m 138 com teste
Grupo Barreira Indiviso 4,3 m³/h 44 m 123 com teste
Eluvião 3,1 m³/h 58 m 105 com teste
Corpo Cristalino 3,6 m³/h 65 m 82 com teste
Formação Aliança 6,2 m³/h 91 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m102 poços Grupo Barreiras 58 · Quaternário 14 · Grupo Barreira Indiviso 8
  • 50 a 100 m118 poços Grupo Barreiras 28 · Quaternário 26 · Arqueano 24
  • 100 a 150 m10 poços Arqueano 3 · Complexo Santa Luz 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Feira de Santana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Feira de Santana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.