Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Central - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Central, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 93poços cadastrados
  • 96,5 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 14,5 mnível estático médio

Como são os poços em Central - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 93 poços em Central - BA. A profundidade média é de 96,5 m e a mediana, 96 m, medida em 89 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 42 dos 5.726 domicílios do município — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
93
Profundidade média
96,5 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
14,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
3,2 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
16.348 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
42 (0,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 93 poços em Central, com profundidade média de 96,5 m (mediana de 96 m, variando de 23 m a 202 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Central é 3,2 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Central

Poços cadastrados em Central - BA
Poços no cadastro nacional93 poços
Profundidade média96,5 m 89 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade23 m a 202 m
Nível estático médio14,5 m 73 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,2 m 72 poços com o dado
Vazão específica média5,5 m³/h por metro 29 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 99% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 56 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 48 poços
Poços com teste de vazão93 de 93
Distribuição das profundidades em Central 23 m mínimo 96 m mediana 202 m máximo
Metade dos poços fica entre 72 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Central por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 9% 50-100 m 50 · 56% 100-150 m 25 · 28% 150-200 m 5 · 6% acima de 200 m 1 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Central 14 1970 48 1980 15 1990 3 2000 1 2010 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Central. Valores em poços. Abastecimento urbano 56 · 82% Irrigação 6 · 9% Outros (lazer,etc.) 4 · 6% Abastecimento doméstico 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 80 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 51 poços
  • Quaternário — 20 poços
  • Grupo Bambuí — 18 poços
  • Formação Caatinga — 5 poços
  • Eluvião — 4 poços
  • Terciário-Quaternário — 4 poços

O território e o subsolo de Central

Central tem 16.348 habitantes distribuídos em 567,0 km², o que dá 28,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 42 dos 5.726 domicílios de Central — 0,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 42 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 372 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Central, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Central

Com base em 471 poços cadastrados num raio de 30 km de Central - BA, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 150 m, com profundidade mediana de 84 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 3,2 m³/h e 15,8 m³/h), sobre 194 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (91% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Central se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 471 poços no raio, contra 93 poços dentro do município.

84 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
16,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 194 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Central: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta471 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 62peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Central costumam descer

  • até 50 m 7%31
  • 50 a 100 m 57%249
  • 100 a 150 m 33%142
  • acima de 150 m 3%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 10,6 m³/h 88 m 11832 com teste
Quaternário 12,0 m³/h 90 m 819 com teste
Grupo Bambuí 9,9 m³/h 80 m 3616 com teste
Eluvião 6,2 m³/h 78 m 2211 com teste
Terciário-Quaternário 9,8 m³/h 120 m 71 com teste
Formação Caatinga 3,6 m³/h 60 m 63 com teste
Formação Sete Lagoas sem teste 80 m 5
Grupo Una 7,4 m³/h 116 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Formação Salitre 8 · Quaternário 6 · Grupo Bambuí 3
  • 50 a 100 m172 poços Formação Salitre 70 · Quaternário 49 · Grupo Bambuí 20
  • 100 a 150 m89 poços Formação Salitre 37 · Quaternário 24 · Grupo Bambuí 11
  • acima de 150 m9 poços Formação Salitre 3 · Grupo Bambuí 2 · Quaternário 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Central?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Central.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.