Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Canarana - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Canarana, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formação salitre
  • 201poços cadastrados
  • 105,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 18,1 mnível estático médio

Como são os poços em Canarana - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 201 poços em Canarana - BA. A profundidade média é de 105,4 m e a mediana, 100 m, medida em 177 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Salitre. No Censo 2022, 534 dos 8.304 domicílios do município — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
201
Profundidade média
105,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
18,1 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Salitre
Ante a média do estado
5,7 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
24.206 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
534 (6,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 201 poços em Canarana, com profundidade média de 105,4 m (mediana de 100 m, variando de 30 m a 198 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Salitre, presente em 58% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Canarana é 5,7 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Canarana

Poços cadastrados em Canarana - BA
Poços no cadastro nacional201 poços
Profundidade média105,4 m 177 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade30 m a 198 m
Nível estático médio18,1 m 147 poços com o dado
Nível dinâmico médio42,1 m 142 poços com o dado
Vazão específica média23,5 m³/h por metro 103 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 90% dos registros
Rocha predominanteFormação Salitre 58% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 90 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 53 poços
Poços com teste de vazão201 de 201
Distribuição das profundidades em Canarana 30 m mínimo 100 m mediana 198 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Canarana por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 2% 50-100 m 87 · 49% 100-150 m 81 · 46% 150-200 m 5 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Canarana 3 1960 14 1970 53 1980 35 1990 53 2000 18 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Canarana. Valores em poços. Abastecimento urbano 90 · 80% Irrigação 21 · 19% Abastecimento doméstico/animal 1 · 1% Abastecimento múltiplo 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 132 poços
  • Fissural — 13 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Salitre — 93 poços
  • Grupo Bambuí — 28 poços
  • Quaternário — 25 poços
  • Terciário-Quaternário — 9 poços
  • Eluvião — 4 poços

O território e o subsolo de Canarana

Canarana tem 24.206 habitantes distribuídos em 579,7 km², o que dá 41,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Irecê.

No Censo 2022, 534 dos 8.304 domicílios de Canarana — 6,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 515 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 910 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Canarana, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Canarana

Com base em 748 poços cadastrados num raio de 30 km de Canarana - BA, 80% deles foram concluídos entre 66 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,5 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 15,2 m³/h), sobre 392 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Canarana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 748 poços no raio, contra 201 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
8,5 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
26,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 392 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Canarana: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta748 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 63peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Canarana costumam descer

  • até 50 m 3%22
  • 50 a 100 m 48%318
  • 100 a 150 m 41%268
  • acima de 150 m 7%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Salitre 8,1 m³/h 91 m 219129 com teste
Quaternário 7,4 m³/h 82 m 8418 com teste
Grupo Bambuí 11,6 m³/h 120 m 6442 com teste
Eluvião 7,4 m³/h 81 m 3321 com teste
Terciário-Quaternário 17,6 m³/h 90 m 155 com teste
Proterozoico Superior 5,4 m³/h 168 m 118 com teste
Formação Morro do Chapéu 6,4 m³/h 65 m 71 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7,5 m³/h 110 m 63 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m18 poços Quaternário 9 · Formação Salitre 6 · Grupo Bambuí 3
  • 50 a 100 m235 poços Formação Salitre 122 · Quaternário 47 · Eluvião 23
  • 100 a 150 m164 poços Formação Salitre 79 · Grupo Bambuí 36 · Quaternário 24
  • acima de 150 m34 poços Formação Salitre 12 · Proterozoico Superior 7 · Grupo Bambuí 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Canarana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Canarana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.