Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alagoinhas - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alagoinhas, Bahia.

  • aquífero poroso
  • grupo são sebastião
  • 73poços cadastrados
  • 157,2 mprofundidade média
  • 87 mprofundidade mediana
  • 14,5 mnível estático médio

Como são os poços em Alagoinhas - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 73 poços em Alagoinhas - BA. A profundidade média é de 157,2 m e a mediana, 87 m, medida em 68 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo São Sebastião. No Censo 2022, 1.979 dos 55.585 domicílios do município — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
73
Profundidade média
157,2 m
Profundidade mediana
87 m
Nível estático médio
14,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo São Sebastião
Ante a média do estado
57,5 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
151.055 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.979 (3,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 73 poços em Alagoinhas, com profundidade média de 157,2 m (mediana de 87 m, variando de 1 m a 1.350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo São Sebastião, presente em 51% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alagoinhas é 57,5 m mais fundo que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Alagoinhas

Poços cadastrados em Alagoinhas - BA
Poços no cadastro nacional73 poços
Profundidade média157,2 m 68 poços com o dado
Profundidade mediana87 m
Faixa de profundidade1 m a 1.350 m
Nível estático médio14,5 m 55 poços com o dado
Nível dinâmico médio28,7 m 54 poços com o dado
Vazão específica média7,6 m³/h por metro 43 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo São Sebastião 51% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 39 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão73 de 73
Distribuição das profundidades em Alagoinhas 1 m mínimo 87 m mediana 1.350 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 130 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alagoinhas por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 17 · 25% 50-100 m 24 · 35% 100-150 m 14 · 21% 150-200 m 4 · 6% acima de 200 m 9 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alagoinhas 1 1950 5 1960 17 1970 8 1980 18 1990 4 2000 8 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alagoinhas. Valores em poços. Abastecimento urbano 39 · 70% Outros (lazer,etc.) 7 · 13% Abastecimento industrial 7 · 13% Abastecimento doméstico/animal 2 · 4% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 56 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo São Sebastião — 28 poços
  • Formação Marizal — 21 poços
  • Grupo Barreiras — 3 poços
  • Grupo Barreira Indiviso — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Grupo Ilhas — 1 poço

O território e o subsolo de Alagoinhas

Alagoinhas tem 151.055 habitantes distribuídos em 707,8 km², o que dá 213,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Alagoinhas, na região intermediária de Salvador.

No Censo 2022, 1.979 dos 55.585 domicílios de Alagoinhas — 3,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.684 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.827 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Alagoinhas, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alagoinhas

Com base em 231 poços cadastrados num raio de 30 km de Alagoinhas - BA, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 268 m, com profundidade mediana de 99 m. A vazão mediana calculada é de 27,7 m³/h (metade dos poços entre 17,3 m³/h e 43,9 m³/h), sobre 113 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (95% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alagoinhas se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 231 poços no raio, contra 73 poços dentro do município.

99 mprofundidade mediana
27,7 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
8,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 113 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alagoinhas: 78/100

78 de 100

Confiança: amostra alta231 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 98peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 78peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alagoinhas costumam descer

  • até 50 m 18%38
  • 50 a 100 m 35%76
  • 100 a 150 m 21%46
  • acima de 150 m 26%57

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo São Sebastião 36,0 m³/h 87 m 5929 com teste
Formação Marizal 37,4 m³/h 86 m 3219 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 16,7 m³/h 98 m 165 com teste
Grupo Barreiras sem teste 60 m 11
Quaternário 31,0 m³/h 85 m 64 com teste
Grupo Barreira Indiviso 24,9 m³/h 34 m 52 com teste
Formação Sergi 24,0 m³/h 125 m 31 com teste
Eluvião 14,7 m³/h 160 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m33 poços Grupo São Sebastião 12 · Formação Marizal 6 · Grupo Barreira Indiviso 4
  • 50 a 100 m59 poços Grupo São Sebastião 25 · Formação Marizal 15 · Grupo Barreiras 5
  • 100 a 150 m24 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 7 · Grupo São Sebastião 7 · Formação Marizal 7
  • acima de 150 m31 poços Grupo São Sebastião 15 · Formação Marizal 4 · Grupo Ilhas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alagoinhas?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alagoinhas.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.