Bahia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Baianópolis - BA: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Baianópolis, Bahia.

  • aquífero carstico
  • formacao urucuia
  • 75poços cadastrados
  • 77,9 mprofundidade média
  • 70 mprofundidade mediana
  • 12,2 mnível estático médio

Como são os poços em Baianópolis - BA?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 75 poços em Baianópolis - BA. A profundidade média é de 77,9 m e a mediana, 70 m, medida em 70 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,2 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formacao Urucuia. No Censo 2022, 875 dos 4.416 domicílios do município — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
75
Profundidade média
77,9 m
Profundidade mediana
70 m
Nível estático médio
12,2 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formacao Urucuia
Ante a média do estado
21,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m)
População (Censo 2022)
13.614 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
875 (19,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 75 poços em Baianópolis, com profundidade média de 77,9 m (mediana de 70 m, variando de 16 m a 180 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formacao Urucuia, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Baianópolis é 21,8 m mais raso que a média de Bahia (99,7 m).

Números do cadastro em Baianópolis

Poços cadastrados em Baianópolis - BA
Poços no cadastro nacional75 poços
Profundidade média77,9 m 70 poços com o dado
Profundidade mediana70 m
Faixa de profundidade16 m a 180 m
Nível estático médio12,2 m 59 poços com o dado
Nível dinâmico médio27 m 59 poços com o dado
Vazão específica média53,9 m³/h por metro 55 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 56% dos registros
Rocha predominanteFormacao Urucuia 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 26 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 23 poços
Poços com teste de vazão75 de 75
Distribuição das profundidades em Baianópolis 16 m mínimo 70 m mediana 180 m máximo
Metade dos poços fica entre 51 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Baianópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 23% 50-100 m 39 · 56% 100-150 m 13 · 19% 150-200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Baianópolis 2 1970 17 1980 7 1990 13 2000 23 2010 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Baianópolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 26 · 68% Abastecimento múltiplo 5 · 13% Abastecimento industrial 3 · 8% Abastecimento doméstico 2 · 5% Abastecimento doméstico/animal 1 · 3% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 29 poços
  • Poroso — 17 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formacao Urucuia — 29 poços
  • Grupo Bambuí — 27 poços
  • Aluviões — 6 poços
  • Quaternário — 2 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Eluvião — 1 poço

O território e o subsolo de Baianópolis

Baianópolis tem 13.614 habitantes distribuídos em 3.320,7 km², o que dá 4,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barreiras.

No Censo 2022, 875 dos 4.416 domicílios de Baianópolis — 19,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 853 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 198 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Bahia reúne quase tudo: cristalino no sertão, calcários do Bambuí no norte e no centro, arenitos do Urucuia no oeste, Recôncavo perto de Salvador e Barreiras no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bambuí, Bacia do Recôncavo, Grupo Barreiras. O mesmo estado exige projetos opostos: no oeste, poço poroso profundo e produtivo; no sertão cristalino, poço de fratura com risco de salinidade; no cárstico, cimentação rigorosa.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Baianópolis

Com base em 84 poços cadastrados num raio de 30 km de Baianópolis - BA, 80% deles foram concluídos entre 39 m e 124 m, com profundidade mediana de 67 m. A vazão mediana calculada é de 14,9 m³/h (metade dos poços entre 10,3 m³/h e 26,4 m³/h), sobre 57 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (56% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Baianópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 84 poços no raio, contra 75 poços dentro do município.

67 mprofundidade mediana
14,9 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
3,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 57 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Baianópolis: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta84 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 92peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 75peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 77peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Baianópolis costumam descer

  • até 50 m 22%17
  • 50 a 100 m 56%44
  • 100 a 150 m 19%15
  • acima de 150 m 4%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formacao Urucuia 21,4 m³/h 67 m 2721 com teste
Grupo Bambuí 13,0 m³/h 98 m 1210 com teste
Aluviões 13,7 m³/h 51 m 65 com teste
Quaternário sem teste 55 m 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Formacao Urucuia 10 · Aluviões 3
  • 50 a 100 m26 poços Grupo Bambuí 9 · Formacao Urucuia 8 · Quaternário 4
  • 100 a 150 m11 poços Formacao Urucuia 7 · Grupo Bambuí 3 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Baianópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Baianópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.