São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Queluz - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Queluz, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 8poços cadastrados
  • 137,5 mprofundidade média
  • 132 mprofundidade mediana
  • 11,7 mnível estático médio

Como são os poços em Queluz - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Queluz - SP. A profundidade média é de 137,5 m e a mediana, 132 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,7 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 82 dos 3.249 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
137,5 m
Profundidade mediana
132 m
Nível estático médio
11,7 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
18,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
9.159 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
82 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Queluz, com profundidade média de 137,5 m (mediana de 132 m, variando de 55 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 80% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Queluz é 18,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Queluz

Poços cadastrados em Queluz - SP
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média137,5 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana132 m
Faixa de profundidade55 m a 200 m
Nível estático médio11,7 m 4 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,1 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 80% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 4 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Queluz 55 m mínimo 132 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 111,5 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Queluz por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 14% 100-150 m 4 · 57% 150-200 m 2 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Queluz 1 1990 4 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Queluz. Valores em poços. Abastecimento industrial 7 · 88% Abastecimento doméstico 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 4 poços
  • Grupo Taubaté — 1 poço

O território e o subsolo de Queluz

Queluz tem 9.159 habitantes distribuídos em 249,4 km², o que dá 36,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cruzeiro, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 82 dos 3.249 domicílios de Queluz — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 71 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 310 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Queluz, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Queluz

Com base em 82 poços cadastrados num raio de 30 km de Queluz - SP, 80% deles foram concluídos entre 56 m e 200 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 13,2 m³/h), sobre 36 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Queluz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 82 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
2,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 36 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Queluz: 30/100

30 de 100

Confiança: amostra alta82 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 23peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Queluz costumam descer

  • até 50 m 6%4
  • 50 a 100 m 31%20
  • 100 a 150 m 32%21
  • acima de 150 m 31%20

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 4,5 m³/h 140 m 119 com teste
Grupo Taubaté 12,9 m³/h 116 m 42 com teste
Complexo Embú 12,9 m³/h 140 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m5 poços Corpo Cristalino 2 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Grupo Taubaté 1
  • 100 a 150 m10 poços Corpo Cristalino 5 · Grupo Taubaté 2 · Complexo Embú 2
  • acima de 150 m9 poços Corpo Cristalino 4 · Formação Caçapava 2 · Grupo Taubaté 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Queluz?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Queluz.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.