São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salto - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salto, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 79poços cadastrados
  • 162,4 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 21,3 mnível estático médio

Como são os poços em Salto - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 79 poços em Salto - SP. A profundidade média é de 162,4 m e a mediana, 150 m, medida em 76 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 1.258 dos 46.795 domicílios do município — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
79
Profundidade média
162,4 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
21,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
6,4 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
134.319 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.258 (2,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 79 poços em Salto, com profundidade média de 162,4 m (mediana de 150 m, variando de 60 m a 293 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salto é 6,4 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Salto

Poços cadastrados em Salto - SP
Poços no cadastro nacional79 poços
Profundidade média162,4 m 76 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade60 m a 293 m
Nível estático médio21,3 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio81,6 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 67% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 39 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 28 poços
Poços com teste de vazão79 de 79
Distribuição das profundidades em Salto 60 m mínimo 150 m mediana 293 m máximo
Metade dos poços fica entre 130 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salto por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 9 · 12% 100-150 m 31 · 41% 150-200 m 19 · 25% acima de 200 m 17 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salto 1 1930 1 1950 24 1970 6 1980 11 1990 28 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salto. Valores em poços. Abastecimento industrial 39 · 51% Abastecimento doméstico 24 · 31% Abastecimento urbano 6 · 8% Outros (lazer,etc.) 4 · 5% Sem uso 2 · 3% Pecuária 2 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 22 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 20 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 13 poços
  • Grupo Tubarão — 9 poços
  • Corpo Cristalino — 2 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Salto

Salto tem 134.319 habitantes distribuídos em 133,1 km², o que dá 1.009,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 1.258 dos 46.795 domicílios de Salto — 2,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 998 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.051 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salto, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salto

Com base em 1.563 poços cadastrados num raio de 30 km de Salto - SP, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 271 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 6,0 m³/h (metade dos poços entre 3,1 m³/h e 11,9 m³/h), sobre 399 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (63% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.563 poços no raio, contra 79 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
6,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
55,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 399 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salto: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.563 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 38peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 43peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salto costumam descer

  • até 50 m 4%61
  • 50 a 100 m 15%220
  • 100 a 150 m 28%402
  • acima de 150 m 53%775

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 7,0 m³/h 150 m 325131 com teste
Grupo Itararé 6,6 m³/h 180 m 133115 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,3 m³/h 147 m 7464 com teste
Corpo Cristalino 4,9 m³/h 150 m 3415 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 6,3 m³/h 111 m 151 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,2 m³/h 102 m 1413 com teste
Grupo São Roque 7,0 m³/h 150 m 77 com teste
Grupo Acungui sem teste 80 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m14 poços Grupo Tubarão 9 · Complexo Varginha-Guaxupe 5
  • 50 a 100 m112 poços Grupo Tubarão 68 · Grupo Itararé 12 · Complexo Varginha-Guaxupe 10
  • 100 a 150 m215 poços Grupo Tubarão 108 · Grupo Itararé 41 · Complexo Varginha-Guaxupe 27
  • acima de 150 m290 poços Grupo Tubarão 140 · Grupo Itararé 80 · Complexo Varginha-Guaxupe 32

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.