São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Saltinho - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Saltinho, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo passa dois
  • 11poços cadastrados
  • 208,3 mprofundidade média
  • 205 mprofundidade mediana
  • 65,6 mnível estático médio

Como são os poços em Saltinho - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 11 poços em Saltinho - SP. A profundidade média é de 208,3 m e a mediana, 205 m, medida em 11 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 65,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Passa Dois. No Censo 2022, 438 dos 2.915 domicílios do município — 15% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
11
Profundidade média
208,3 m
Profundidade mediana
205 m
Nível estático médio
65,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Passa Dois
Ante a média do estado
52,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.161 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
438 (15%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 11 poços em Saltinho, com profundidade média de 208,3 m (mediana de 205 m, variando de 81 m a 312 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Passa Dois, presente em 20% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Saltinho é 52,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Saltinho

Poços cadastrados em Saltinho - SP
Poços no cadastro nacional11 poços
Profundidade média208,3 m 11 poços com o dado
Profundidade mediana205 m
Faixa de profundidade81 m a 312 m
Nível estático médio65,6 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio108,3 m 3 poços com o dado
Vazão específica média4,4 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Passa Dois 20% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 3 poços
Poços com teste de vazão11 de 11
Distribuição das profundidades em Saltinho 81 m mínimo 205 m mediana 312 m máximo
Metade dos poços fica entre 180 m e 250 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Saltinho por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 9% 100-150 m 1 · 9% 150-200 m 2 · 18% acima de 200 m 7 · 64%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Saltinho 2 1970 3 1980 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Saltinho. Valores em poços. Abastecimento industrial 4 · 36% Abastecimento urbano 3 · 27% Abastecimento doméstico 2 · 18% Irrigação 1 · 9% Outros (lazer,etc.) 1 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Passa Dois — 2 poços
  • Formação Corumbataí — 2 poços
  • Formação Irati — 2 poços
  • Formação Tatuí — 2 poços
  • Grupo Tubarão — 1 poço
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Saltinho

Saltinho tem 8.161 habitantes distribuídos em 99,7 km², o que dá 81,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Piracicaba, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 438 dos 2.915 domicílios de Saltinho — 15% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 179 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 432 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Saltinho

Com base em 661 poços cadastrados num raio de 30 km de Saltinho - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 210 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 19,9 m³/h), sobre 244 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 39 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Saltinho se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 661 poços no raio, contra 11 poços dentro do município.

210 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
39 mnível estático mediano
23,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 244 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Saltinho: 65/100

65 de 100

Confiança: amostra alta661 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 39peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 0peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Saltinho costumam descer

  • até 50 m 2%10
  • 50 a 100 m 10%61
  • 100 a 150 m 18%112
  • acima de 150 m 70%430

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 14,0 m³/h 200 m 15287 com teste
Grupo Itararé 12,9 m³/h 227 m 7258 com teste
Grupo Passa Dois 6,8 m³/h 203 m 3826 com teste
Formação Serra Geral 14,0 m³/h 230 m 2118 com teste
Formação Corumbataí 12,1 m³/h 252 m 1716 com teste
Formação Tatuí 8,1 m³/h 150 m 55 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15,0 m³/h 301 m 33 com teste
Formação Piramboia 14,4 m³/h 250 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Passa Dois 3 · Grupo Tubarão 1
  • 50 a 100 m34 poços Grupo Tubarão 19 · Grupo Itararé 8 · Grupo Passa Dois 2
  • 100 a 150 m58 poços Grupo Tubarão 37 · Grupo Itararé 12 · Grupo Passa Dois 3
  • acima de 150 m222 poços Grupo Tubarão 95 · Grupo Itararé 52 · Grupo Passa Dois 30

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Saltinho?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Saltinho.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.