São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Salto de Pirapora - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Salto de Pirapora, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 61poços cadastrados
  • 135 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 21,4 mnível estático médio

Como são os poços em Salto de Pirapora - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 61 poços em Salto de Pirapora - SP. A profundidade média é de 135 m e a mediana, 120 m, medida em 47 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 502 dos 15.302 domicílios do município — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
61
Profundidade média
135 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
21,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
21 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
43.748 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
502 (3,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 61 poços em Salto de Pirapora, com profundidade média de 135 m (mediana de 120 m, variando de 2,5 m a 400 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Salto de Pirapora é 21 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Salto de Pirapora

Poços cadastrados em Salto de Pirapora - SP
Poços no cadastro nacional61 poços
Profundidade média135 m 47 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade2,5 m a 400 m
Nível estático médio21,4 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,3 m 15 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 62% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 29 poços
Poços com teste de vazão61 de 61
Distribuição das profundidades em Salto de Pirapora 2,5 m mínimo 120 m mediana 400 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 164 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Salto de Pirapora por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 9% 50-100 m 13 · 28% 100-150 m 15 · 32% 150-200 m 10 · 21% acima de 200 m 5 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Salto de Pirapora 9 1950 2 1970 29 1980 1 1990 9 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Salto de Pirapora. Valores em poços. Abastecimento industrial 5 · 45% Abastecimento doméstico 3 · 27% Outros (lazer,etc.) 3 · 27%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 24 poços
  • Fissural — 15 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 30 poços
  • Corpo Cristalino — 9 poços
  • Grupo São Roque — 2 poços
  • Grupo Itararé — 2 poços
  • Grupo Acungui — 1 poço
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Salto de Pirapora

Salto de Pirapora tem 43.748 habitantes distribuídos em 280,4 km², o que dá 156,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Sorocaba.

No Censo 2022, 502 dos 15.302 domicílios de Salto de Pirapora — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 303 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 520 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Salto de Pirapora, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Salto de Pirapora

Com base em 748 poços cadastrados num raio de 30 km de Salto de Pirapora - SP, 80% deles foram concluídos entre 79 m e 250 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 3,7 m³/h e 16,8 m³/h), sobre 265 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (52% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Salto de Pirapora se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 748 poços no raio, contra 61 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
26,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 265 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Salto de Pirapora: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta748 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 83peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 33peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Salto de Pirapora costumam descer

  • até 50 m 5%34
  • 50 a 100 m 22%153
  • 100 a 150 m 31%222
  • acima de 150 m 42%301

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 7,6 m³/h 138 m 184113 com teste
Grupo Itararé 7,2 m³/h 177 m 4439 com teste
Corpo Cristalino 11,6 m³/h 121 m 1914 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 7,2 m³/h 150 m 1919 com teste
Quaternário 16,0 m³/h 114 m 1313 com teste
Grupo São Roque 19,0 m³/h 107 m 1310 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,0 m³/h 141 m 97 com teste
Grupo Acungui 6,2 m³/h 220 m 54 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Grupo Tubarão 7 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m63 poços Grupo Tubarão 37 · Complexo Granito-Gnáissico 6 · Corpo Cristalino 5
  • 100 a 150 m111 poços Grupo Tubarão 64 · Quaternário 9 · Corpo Cristalino 9
  • acima de 150 m137 poços Grupo Tubarão 76 · Grupo Itararé 29 · Complexo Granito-Gnáissico 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Salto de Pirapora?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Salto de Pirapora.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.