São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tremembé - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tremembé, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo taubaté
  • 9poços cadastrados
  • 218,1 mprofundidade média
  • 240 mprofundidade mediana
  • 73,1 mnível estático médio

Como são os poços em Tremembé - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Tremembé - SP. A profundidade média é de 218,1 m e a mediana, 240 m, medida em 7 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 73,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Taubaté. No Censo 2022, 603 dos 15.160 domicílios do município — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
218,1 m
Profundidade mediana
240 m
Nível estático médio
73,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Taubaté
Ante a média do estado
62,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
51.173 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
603 (4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Tremembé, com profundidade média de 218,1 m (mediana de 240 m, variando de 100 m a 353 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Taubaté, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tremembé é 62,1 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Tremembé

Poços cadastrados em Tremembé - SP
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média218,1 m 7 poços com o dado
Profundidade mediana240 m
Faixa de profundidade100 m a 353 m
Nível estático médio73,1 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio149,3 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Taubaté 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 2 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 3 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Tremembé 100 m mínimo 240 m mediana 353 m máximo
Metade dos poços fica entre 104 m e 336 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tremembé por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 1 · 14% 100-150 m 2 · 29% acima de 200 m 4 · 57%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tremembé 2 1990 3 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tremembé. Valores em poços. Abastecimento doméstico 2 · 29% Abastecimento doméstico/animal 2 · 29% Abastecimento industrial 1 · 14% Doméstico/irrigação/animal 1 · 14% Outros (lazer,etc.) 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Taubaté — 3 poços

O território e o subsolo de Tremembé

Tremembé tem 51.173 habitantes distribuídos em 191,1 km², o que dá 267,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Taubaté - Pindamonhangaba, na região intermediária de São José dos Campos.

No Censo 2022, 603 dos 15.160 domicílios de Tremembé — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 132 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 675 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Tremembé, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tremembé

Com base em 321 poços cadastrados num raio de 30 km de Tremembé - SP, 80% deles foram concluídos entre 47 m e 240 m, com profundidade mediana de 140 m. A vazão mediana calculada é de 21,9 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 79,7 m³/h), sobre 94 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (80% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tremembé se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 321 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

140 mprofundidade mediana
21,9 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
11,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 94 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tremembé: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta321 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 58peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 81peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 2peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tremembé costumam descer

  • até 50 m 11%34
  • 50 a 100 m 22%65
  • 100 a 150 m 23%67
  • acima de 150 m 44%131

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Taubaté 21,4 m³/h 160 m 5347 com teste
Formação Caçapava 88,5 m³/h 159 m 2016 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 2,7 m³/h 105 m 88 com teste
Formação Pindamonhangaba 49,3 m³/h 155 m 77 com teste
Corpo Cristalino 3,2 m³/h 165 m 66 com teste
Complexo Embú 5,6 m³/h 100 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Grupo Taubaté 2 · Complexo Varginha-Guaxupe 1 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m22 poços Grupo Taubaté 10 · Formação Caçapava 6 · Complexo Varginha-Guaxupe 3
  • 100 a 150 m22 poços Grupo Taubaté 12 · Formação Caçapava 3 · Complexo Varginha-Guaxupe 3
  • acima de 150 m49 poços Grupo Taubaté 29 · Formação Caçapava 11 · Formação Pindamonhangaba 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tremembé?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tremembé.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.