São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ouroeste - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ouroeste, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 28poços cadastrados
  • 101,4 mprofundidade média
  • 74,6 mprofundidade mediana
  • 22,4 mnível estático médio

Como são os poços em Ouroeste - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 28 poços em Ouroeste - SP. A profundidade média é de 101,4 m e a mediana, 74,6 m, medida em 25 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 333 dos 4.044 domicílios do município — 8,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
28
Profundidade média
101,4 m
Profundidade mediana
74,6 m
Nível estático médio
22,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
54,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
10.294 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
333 (8,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 28 poços em Ouroeste, com profundidade média de 101,4 m (mediana de 74,6 m, variando de 25 m a 262 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ouroeste é 54,6 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Ouroeste

Poços cadastrados em Ouroeste - SP
Poços no cadastro nacional28 poços
Profundidade média101,4 m 25 poços com o dado
Profundidade mediana74,6 m
Faixa de profundidade25 m a 262 m
Nível estático médio22,4 m 14 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,9 m 19 poços com o dado
Vazão específica média1,6 m³/h por metro 14 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 65% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 57% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 7 poços
Poços com teste de vazão28 de 28
Distribuição das profundidades em Ouroeste 25 m mínimo 74,6 m mediana 262 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ouroeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 16% 50-100 m 13 · 52% 100-150 m 4 · 16% 150-200 m 1 · 4% acima de 200 m 3 · 12%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ouroeste 1 1970 1 1980 3 1990 7 2000 5 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ouroeste. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 8 · 31% Abastecimento urbano 7 · 27% Abastecimento industrial 6 · 23% Abastecimento doméstico 5 · 19%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 13 poços
  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 16 poços
  • Formação Serra Geral — 12 poços

O território e o subsolo de Ouroeste

Ouroeste tem 10.294 habitantes distribuídos em 288,6 km², o que dá 35,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Fernandópolis, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 333 dos 4.044 domicílios de Ouroeste — 8,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 252 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 307 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ouroeste

Com base em 148 poços cadastrados num raio de 30 km de Ouroeste - SP, 80% deles foram concluídos entre 54 m e 200 m, com profundidade mediana de 115 m. A vazão mediana calculada é de 6,4 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 70 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 13 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ouroeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 148 poços no raio, contra 28 poços dentro do município.

115 mprofundidade mediana
6,4 m³/hvazão mediana calculada
13 mnível estático mediano
5,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 70 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ouroeste: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta148 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 42peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 28peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ouroeste costumam descer

  • até 50 m 9%12
  • 50 a 100 m 38%51
  • 100 a 150 m 21%29
  • acima de 150 m 32%43

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 6,6 m³/h 143 m 7747 com teste
Formação Serra Geral 45,2 m³/h 115 m 2211 com teste
Formação Botucatu 5,9 m³/h 57 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Bauru 4 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m34 poços Grupo Bauru 24 · Formação Serra Geral 7 · Formação Botucatu 3
  • 100 a 150 m24 poços Grupo Bauru 16 · Formação Serra Geral 8
  • acima de 150 m39 poços Grupo Bauru 33 · Formação Serra Geral 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ouroeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ouroeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.