São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Pacaembu - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pacaembu, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 23poços cadastrados
  • 133,6 mprofundidade média
  • 126 mprofundidade mediana
  • 52,7 mnível estático médio

Como são os poços em Pacaembu - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Pacaembu - SP. A profundidade média é de 133,6 m e a mediana, 126 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 52,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 311 dos 3.834 domicílios do município — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
133,6 m
Profundidade mediana
126 m
Nível estático médio
52,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
22,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
14.877 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
311 (8,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Pacaembu, com profundidade média de 133,6 m (mediana de 126 m, variando de 87,5 m a 248 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 94% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Pacaembu é 22,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Pacaembu

Poços cadastrados em Pacaembu - SP
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média133,6 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana126 m
Faixa de profundidade87,5 m a 248 m
Nível estático médio52,7 m 5 poços com o dado
Nível dinâmico médio64,8 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 94% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 6 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Pacaembu 87,5 m mínimo 126 m mediana 248 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Pacaembu por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 24% 100-150 m 11 · 52% 150-200 m 4 · 19% acima de 200 m 1 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Pacaembu 3 1950 3 1960 6 1970 6 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Pacaembu. Valores em poços. Abastecimento urbano 8 · 40% Doméstico/irrigação/animal 4 · 20% Sem uso 3 · 15% Pecuária 3 · 15% Abastecimento industrial 1 · 5% Abastecimento doméstico 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 16 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 1 poço

O território e o subsolo de Pacaembu

Pacaembu tem 14.877 habitantes distribuídos em 339,4 km², o que dá 43,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Adamantina - Lucélia, na região intermediária de Presidente Prudente.

No Censo 2022, 311 dos 3.834 domicílios de Pacaembu — 8,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 268 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 244 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Pacaembu

Com base em 321 poços cadastrados num raio de 30 km de Pacaembu - SP, 80% deles foram concluídos entre 97 m e 220 m, com profundidade mediana de 129 m. A vazão mediana calculada é de 11,9 m³/h (metade dos poços entre 9,3 m³/h e 20,1 m³/h), sobre 146 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pacaembu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 321 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

129 mprofundidade mediana
11,9 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
11,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 146 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Pacaembu: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta321 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 58peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 88peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Pacaembu costumam descer

  • até 50 m 1%4
  • 50 a 100 m 23%66
  • 100 a 150 m 45%127
  • acima de 150 m 30%86

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,0 m³/h 135 m 188117 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 10,0 m³/h 120 m 2321 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m47 poços Grupo Bauru 40 · Formação Vale do Rio do Peixe 7
  • 100 a 150 m98 poços Grupo Bauru 86 · Formação Vale do Rio do Peixe 12
  • acima de 150 m68 poços Grupo Bauru 62 · Formação Vale do Rio do Peixe 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Pacaembu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pacaembu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.