São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Osvaldo Cruz - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Osvaldo Cruz, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 35poços cadastrados
  • 125,3 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 24,5 mnível estático médio

Como são os poços em Osvaldo Cruz - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Osvaldo Cruz - SP. A profundidade média é de 125,3 m e a mediana, 120 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 436 dos 11.761 domicílios do município — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
125,3 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
24,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
30,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
31.272 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
436 (3,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Osvaldo Cruz, com profundidade média de 125,3 m (mediana de 120 m, variando de 50 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 72% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Osvaldo Cruz é 30,7 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Osvaldo Cruz

Poços cadastrados em Osvaldo Cruz - SP
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média125,3 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade50 m a 250 m
Nível estático médio24,5 m 23 poços com o dado
Nível dinâmico médio54,5 m 22 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 88% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 72% dos registros
Uso mais comumSem uso 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 8 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Osvaldo Cruz 50 m mínimo 120 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 157 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Osvaldo Cruz por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 3% 50-100 m 11 · 38% 100-150 m 9 · 31% 150-200 m 6 · 21% acima de 200 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Osvaldo Cruz 2 1970 8 1980 7 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Osvaldo Cruz. Valores em poços. Sem uso 7 · 23% Abastecimento industrial 7 · 23% Abastecimento doméstico 6 · 19% Abastecimento urbano 5 · 16% Outros (lazer,etc.) 5 · 16% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 21 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 18 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 2 poços
  • Formação Presidente Prudente — 1 poço

O território e o subsolo de Osvaldo Cruz

Osvaldo Cruz tem 31.272 habitantes distribuídos em 248,0 km², o que dá 126,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Adamantina - Lucélia, na região intermediária de Presidente Prudente.

No Censo 2022, 436 dos 11.761 domicílios de Osvaldo Cruz — 3,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 378 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 351 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Osvaldo Cruz, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Osvaldo Cruz

Com base em 439 poços cadastrados num raio de 30 km de Osvaldo Cruz - SP, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 213 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 10,9 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 153 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 30 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Osvaldo Cruz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 439 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
10,9 m³/hvazão mediana calculada
30 mnível estático mediano
15,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 153 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Osvaldo Cruz: 68/100

68 de 100

Confiança: amostra alta439 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 80peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 68peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Osvaldo Cruz costumam descer

  • até 50 m 1%5
  • 50 a 100 m 37%141
  • 100 a 150 m 31%119
  • acima de 150 m 30%116

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,1 m³/h 141 m 195120 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 4,5 m³/h 96 m 2222 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m48 poços Grupo Bauru 35 · Formação Vale do Rio do Peixe 11 · Formação Presidente Prudente 1
  • 100 a 150 m84 poços Grupo Bauru 79 · Formação Vale do Rio do Peixe 5
  • acima de 150 m88 poços Grupo Bauru 81 · Formação Vale do Rio do Peixe 4 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Osvaldo Cruz?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Osvaldo Cruz.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.