São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Casa Branca - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Casa Branca, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 50poços cadastrados
  • 143,6 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 34,1 mnível estático médio

Como são os poços em Casa Branca - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Casa Branca - SP. A profundidade média é de 143,6 m e a mediana, 150 m, medida em 49 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 871 dos 9.748 domicílios do município — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
50
Profundidade média
143,6 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
34,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
12,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
28.083 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
871 (8,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Casa Branca, com profundidade média de 143,6 m (mediana de 150 m, variando de 3 m a 321 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 44% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Casa Branca é 12,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Casa Branca

Poços cadastrados em Casa Branca - SP
Poços no cadastro nacional50 poços
Profundidade média143,6 m 49 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade3 m a 321 m
Nível estático médio34,1 m 34 poços com o dado
Nível dinâmico médio89,8 m 33 poços com o dado
Vazão específica média3,4 m³/h por metro 33 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 90% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 44% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 17 poços
Poços com teste de vazão50 de 50
Distribuição das profundidades em Casa Branca 3 m mínimo 150 m mediana 321 m máximo
Metade dos poços fica entre 73 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Casa Branca por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 6 · 12% 50-100 m 11 · 22% 100-150 m 10 · 20% 150-200 m 11 · 22% acima de 200 m 11 · 22%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Casa Branca 15 1970 5 1980 7 1990 17 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Casa Branca. Valores em poços. Abastecimento doméstico 19 · 45% Outros (lazer,etc.) 8 · 19% Abastecimento urbano 4 · 10% Abastecimento industrial 4 · 10% Sem uso 4 · 10% Irrigação 3 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 35 poços
  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 22 poços
  • Formação Aquidauana — 8 poços
  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Grupo Itararé — 6 poços
  • Formação Corumbataí — 5 poços
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Casa Branca

Casa Branca tem 28.083 habitantes distribuídos em 864,2 km², o que dá 32,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São João da Boa Vista, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 871 dos 9.748 domicílios de Casa Branca — 8,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 718 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 893 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Casa Branca

Com base em 168 poços cadastrados num raio de 30 km de Casa Branca - SP, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 279 m, com profundidade mediana de 112 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 93 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (54% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Casa Branca se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 168 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.

112 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
5,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 93 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Casa Branca: 43/100

43 de 100

Confiança: amostra alta168 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 39peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 30peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Casa Branca costumam descer

  • até 50 m 11%18
  • 50 a 100 m 33%54
  • 100 a 150 m 19%31
  • acima de 150 m 36%59

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 10,3 m³/h 171 m 2417 com teste
Formação Aquidauana 6,9 m³/h 82 m 2220 com teste
Formação Serra Geral 4,2 m³/h 140 m 177 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 3,6 m³/h 120 m 119 com teste
Grupo Itararé 28,2 m³/h 400 m 1010 com teste
Formação Corumbataí 12,2 m³/h 102 m 77 com teste
Grupo Bauru 7,1 m³/h 114 m 55 com teste
Corpo Cristalino 3,1 m³/h 96 m 43 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Complexo Varginha-Guaxupe 2 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1 · Formação Aquidauana 1
  • 50 a 100 m39 poços Formação Aquidauana 14 · Grupo Tubarão 6 · Formação Serra Geral 5
  • 100 a 150 m23 poços Formação Serra Geral 6 · Formação Aquidauana 5 · Grupo Tubarão 5
  • acima de 150 m43 poços Grupo Tubarão 13 · Grupo Itararé 10 · Formação Serra Geral 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Casa Branca?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Casa Branca.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.