São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cosmópolis - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cosmópolis, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo tubarão
  • 62poços cadastrados
  • 190,3 mprofundidade média
  • 174 mprofundidade mediana
  • 23,9 mnível estático médio

Como são os poços em Cosmópolis - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 62 poços em Cosmópolis - SP. A profundidade média é de 190,3 m e a mediana, 174 m, medida em 57 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Tubarão. No Censo 2022, 831 dos 21.683 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
62
Profundidade média
190,3 m
Profundidade mediana
174 m
Nível estático médio
23,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Tubarão
Ante a média do estado
34,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
59.773 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
831 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 62 poços em Cosmópolis, com profundidade média de 190,3 m (mediana de 174 m, variando de 26 m a 488 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Tubarão, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cosmópolis é 34,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Cosmópolis

Poços cadastrados em Cosmópolis - SP
Poços no cadastro nacional62 poços
Profundidade média190,3 m 57 poços com o dado
Profundidade mediana174 m
Faixa de profundidade26 m a 488 m
Nível estático médio23,9 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio139,1 m 30 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 28 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 76% dos registros
Rocha predominanteGrupo Tubarão 53% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 28 poços
Poços com teste de vazão62 de 62
Distribuição das profundidades em Cosmópolis 26 m mínimo 174 m mediana 488 m máximo
Metade dos poços fica entre 61,8 m e 280 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cosmópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 14% 50-100 m 10 · 18% 100-150 m 5 · 9% 150-200 m 10 · 18% acima de 200 m 24 · 42%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cosmópolis 1 1960 4 1970 8 1980 9 1990 28 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cosmópolis. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 31 · 51% Abastecimento industrial 21 · 34% Sem uso 5 · 8% Abastecimento doméstico 2 · 3% Abastecimento urbano 1 · 2% Abastecimento doméstico/animal 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Tubarão — 26 poços
  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Grupo Itararé — 5 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 4 poços
  • Grupo Passa Dois — 2 poços
  • Complexo Varginha-Guaxupe — 1 poço

O território e o subsolo de Cosmópolis

Cosmópolis tem 59.773 habitantes distribuídos em 154,7 km², o que dá 386,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campinas.

No Censo 2022, 831 dos 21.683 domicílios de Cosmópolis — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 472 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.008 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cosmópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cosmópolis

Com base em 2.450 poços cadastrados num raio de 30 km de Cosmópolis - SP, 80% deles foram concluídos entre 68 m e 300 m, com profundidade mediana de 153 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 2,8 m³/h e 10,6 m³/h), sobre 877 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 23 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (76% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cosmópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.450 poços no raio, contra 62 poços dentro do município.

153 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
23 mnível estático mediano
86,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 877 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cosmópolis: 48/100

48 de 100

Confiança: amostra alta2.450 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 34peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 56peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cosmópolis costumam descer

  • até 50 m 7%147
  • 50 a 100 m 18%391
  • 100 a 150 m 24%504
  • acima de 150 m 51%1.089

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 5,9 m³/h 132 m 513257 com teste
Grupo Itararé 6,1 m³/h 200 m 345325 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,3 m³/h 150 m 6047 com teste
Corpo Cristalino 5,9 m³/h 101 m 5640 com teste
Formação Serra Geral 5,5 m³/h 196 m 4434 com teste
Complexo Amparo 8,8 m³/h 109 m 2220 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 3,1 m³/h 170 m 1914 com teste
Grupo Passa Dois 9,2 m³/h 232 m 1311 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m34 poços Grupo Tubarão 13 · Corpo Cristalino 8 · Grupo Itararé 6
  • 50 a 100 m242 poços Grupo Tubarão 153 · Grupo Itararé 35 · Corpo Cristalino 20
  • 100 a 150 m285 poços Grupo Tubarão 153 · Grupo Itararé 70 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 18
  • acima de 150 m546 poços Grupo Itararé 234 · Grupo Tubarão 194 · Formação Serra Geral 36

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cosmópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cosmópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.