São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Itaju - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itaju, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 19poços cadastrados
  • 228,9 mprofundidade média
  • 168 mprofundidade mediana
  • 45,4 mnível estático médio

Como são os poços em Itaju - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 19 poços em Itaju - SP. A profundidade média é de 228,9 m e a mediana, 168 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 45,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 266 dos 1.307 domicílios do município — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
19
Profundidade média
228,9 m
Profundidade mediana
168 m
Nível estático médio
45,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
72,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
3.618 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
266 (20,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 19 poços em Itaju, com profundidade média de 228,9 m (mediana de 168 m, variando de 75,5 m a 540 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 57% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Itaju é 72,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Itaju

Poços cadastrados em Itaju - SP
Poços no cadastro nacional19 poços
Profundidade média228,9 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana168 m
Faixa de profundidade75,5 m a 540 m
Nível estático médio45,4 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio99,1 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 67% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 57% dos registros
Uso mais comumIrrigação 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 13 poços
Poços com teste de vazão19 de 19
Distribuição das profundidades em Itaju 75,5 m mínimo 168 m mediana 540 m máximo
Metade dos poços fica entre 127 m e 320 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Itaju por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 18% 100-150 m 3 · 18% 150-200 m 6 · 35% acima de 200 m 5 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Itaju 1 1990 13 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Itaju. Valores em poços. Irrigação 5 · 26% Outros (lazer,etc.) 5 · 26% Abastecimento doméstico 4 · 21% Abastecimento industrial 4 · 21% Abastecimento urbano 1 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 8 poços
  • Grupo Bauru — 3 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Itaju

Itaju tem 3.618 habitantes distribuídos em 230,4 km², o que dá 15,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jaú, na região intermediária de Bauru.

No Censo 2022, 266 dos 1.307 domicílios de Itaju — 20,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 215 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 265 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Itaju

Com base em 181 poços cadastrados num raio de 30 km de Itaju - SP, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 371 m, com profundidade mediana de 145 m. A vazão mediana calculada é de 15,1 m³/h (metade dos poços entre 5,5 m³/h e 30,6 m³/h), sobre 83 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (59% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itaju se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 181 poços no raio, contra 19 poços dentro do município.

145 mprofundidade mediana
15,1 m³/hvazão mediana calculada
21 mnível estático mediano
6,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 83 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Itaju: 62/100

62 de 100

Confiança: amostra alta181 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 93peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 42peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 9peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Itaju costumam descer

  • até 50 m 7%13
  • 50 a 100 m 22%39
  • 100 a 150 m 25%45
  • acima de 150 m 45%80

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 22,6 m³/h 150 m 4330 com teste
Grupo Bauru 10,2 m³/h 115 m 3631 com teste
Formação Botucatu 18,7 m³/h 142 m 138 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 15,1 m³/h 114 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Grupo Bauru 6 · Formação Serra Geral 2 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m25 poços Grupo Bauru 11 · Formação Serra Geral 6 · Formação Botucatu 5
  • 100 a 150 m29 poços Formação Serra Geral 16 · Grupo Bauru 7 · Formação Botucatu 3
  • acima de 150 m42 poços Formação Serra Geral 19 · Grupo Bauru 12 · Formação Botucatu 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Itaju?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itaju.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.