São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Promissão - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Promissão, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 58poços cadastrados
  • 121,2 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 28,9 mnível estático médio

Como são os poços em Promissão - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 58 poços em Promissão - SP. A profundidade média é de 121,2 m e a mediana, 120 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 2.028 dos 12.865 domicílios do município — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
58
Profundidade média
121,2 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
28,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
34,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
35.131 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.028 (15,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 58 poços em Promissão, com profundidade média de 121,2 m (mediana de 120 m, variando de 12 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 65% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Promissão é 34,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Promissão

Poços cadastrados em Promissão - SP
Poços no cadastro nacional58 poços
Profundidade média121,2 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade12 m a 300 m
Nível estático médio28,9 m 32 poços com o dado
Nível dinâmico médio59,9 m 32 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 32 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 78% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 65% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 18 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão58 de 58
Distribuição das profundidades em Promissão 12 m mínimo 120 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 151 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Promissão por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 8 · 16% 50-100 m 8 · 16% 100-150 m 22 · 43% 150-200 m 9 · 18% acima de 200 m 4 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Promissão 5 1980 10 1990 21 2000 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Promissão. Valores em poços. Abastecimento doméstico 18 · 37% Abastecimento industrial 11 · 22% Abastecimento urbano 10 · 20% Outros (lazer,etc.) 8 · 16% Irrigação 1 · 2% Abastecimento doméstico/irrig. 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 28 poços
  • Fissural — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 26 poços
  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Formação Vale do Rio do Peixe — 2 poços
  • Formação Araçatuba — 2 poços
  • Aluviões — 1 poço

O território e o subsolo de Promissão

Promissão tem 35.131 habitantes distribuídos em 779,2 km², o que dá 45,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lins, na região intermediária de Bauru.

No Censo 2022, 2.028 dos 12.865 domicílios de Promissão — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.712 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.267 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Promissão

Com base em 280 poços cadastrados num raio de 30 km de Promissão - SP, 80% deles foram concluídos entre 48 m e 228 m, com profundidade mediana de 127 m. A vazão mediana calculada é de 12,1 m³/h (metade dos poços entre 7,0 m³/h e 22,1 m³/h), sobre 117 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (79% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Promissão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 280 poços no raio, contra 58 poços dentro do município.

127 mprofundidade mediana
12,1 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
9,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 117 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Promissão: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta280 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 86peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 54peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 66peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 16peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Promissão costumam descer

  • até 50 m 12%32
  • 50 a 100 m 24%63
  • 100 a 150 m 29%74
  • acima de 150 m 34%89

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 12,0 m³/h 137 m 12080 com teste
Formação Vale do Rio do Peixe 11,6 m³/h 120 m 1919 com teste
Formação Serra Geral 21,6 m³/h 139 m 109 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m10 poços Grupo Bauru 9 · Formação Vale do Rio do Peixe 1
  • 50 a 100 m33 poços Grupo Bauru 28 · Formação Vale do Rio do Peixe 5
  • 100 a 150 m54 poços Grupo Bauru 37 · Formação Vale do Rio do Peixe 8 · Formação Serra Geral 6
  • acima de 150 m57 poços Grupo Bauru 46 · Formação Vale do Rio do Peixe 5 · Formação Serra Geral 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Promissão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Promissão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.