São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Palmeira d'Oeste - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Palmeira d'Oeste, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 48poços cadastrados
  • 111,2 mprofundidade média
  • 103 mprofundidade mediana
  • 14,9 mnível estático médio

Como são os poços em Palmeira d'Oeste - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 48 poços em Palmeira d'Oeste - SP. A profundidade média é de 111,2 m e a mediana, 103 m, medida em 38 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 586 dos 3.535 domicílios do município — 16,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
48
Profundidade média
111,2 m
Profundidade mediana
103 m
Nível estático médio
14,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
44,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
8.903 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
586 (16,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 48 poços em Palmeira d'Oeste, com profundidade média de 111,2 m (mediana de 103 m, variando de 30 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Palmeira d'Oeste é 44,8 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Palmeira d'Oeste

Poços cadastrados em Palmeira d'Oeste - SP
Poços no cadastro nacional48 poços
Profundidade média111,2 m 38 poços com o dado
Profundidade mediana103 m
Faixa de profundidade30 m a 250 m
Nível estático médio14,9 m 29 poços com o dado
Nível dinâmico médio65,1 m 29 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 81% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 14 poços
Poços com teste de vazão48 de 48
Distribuição das profundidades em Palmeira d'Oeste 30 m mínimo 103 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 147 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Palmeira d'Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 18% 50-100 m 10 · 26% 100-150 m 15 · 39% 150-200 m 2 · 5% acima de 200 m 4 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Palmeira d'Oeste 3 1960 14 1970 1 1980 5 1990 5 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Palmeira d'Oeste. Valores em poços. Abastecimento urbano 12 · 32% Irrigação 10 · 26% Abastecimento doméstico 8 · 21% Outros (lazer,etc.) 4 · 11% Abastecimento doméstico/animal 3 · 8% Doméstico/irrigação/animal 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 25 poços
  • Fissural — 6 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 30 poços
  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Grupo Tubarão — 1 poço

O território e o subsolo de Palmeira d'Oeste

Palmeira d'Oeste tem 8.903 habitantes distribuídos em 318,7 km², o que dá 27,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Jales, na região intermediária de São José do Rio Preto.

No Censo 2022, 586 dos 3.535 domicílios de Palmeira d'Oeste — 16,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 533 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 532 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Palmeira d'Oeste

Com base em 476 poços cadastrados num raio de 30 km de Palmeira d'Oeste - SP, 80% deles foram concluídos entre 67 m e 214 m, com profundidade mediana de 110 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 17,9 m³/h), sobre 218 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Palmeira d'Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 476 poços no raio, contra 48 poços dentro do município.

110 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
16,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 218 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Palmeira d'Oeste: 66/100

66 de 100

Confiança: amostra alta476 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 32peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 60peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Palmeira d'Oeste costumam descer

  • até 50 m 4%17
  • 50 a 100 m 36%146
  • 100 a 150 m 39%156
  • acima de 150 m 21%86

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 10,0 m³/h 112 m 308195 com teste
Formação Serra Geral 6,8 m³/h 135 m 155 com teste
Formação Botucatu 6,5 m³/h 86 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m13 poços Grupo Bauru 12 · Formação Botucatu 1
  • 50 a 100 m108 poços Grupo Bauru 100 · Formação Serra Geral 6 · Grupo Tubarão 1
  • 100 a 150 m135 poços Grupo Bauru 127 · Formação Serra Geral 7 · Aluviões 1
  • acima de 150 m72 poços Grupo Bauru 69 · Formação Serra Geral 2 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Palmeira d'Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Palmeira d'Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.