São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Franco da Rocha - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Franco da Rocha, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 35poços cadastrados
  • 139,6 mprofundidade média
  • 152 mprofundidade mediana
  • 27,9 mnível estático médio

Como são os poços em Franco da Rocha - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Franco da Rocha - SP. A profundidade média é de 139,6 m e a mediana, 152 m, medida em 35 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 660 dos 49.319 domicílios do município — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
139,6 m
Profundidade mediana
152 m
Nível estático médio
27,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
16,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
144.849 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
660 (1,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Franco da Rocha, com profundidade média de 139,6 m (mediana de 152 m, variando de 7 m a 300 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 67% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Franco da Rocha é 16,4 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Franco da Rocha

Poços cadastrados em Franco da Rocha - SP
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média139,6 m 35 poços com o dado
Profundidade mediana152 m
Faixa de profundidade7 m a 300 m
Nível estático médio27,9 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio148,2 m 3 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 67% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 14 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Franco da Rocha 7 m mínimo 152 m mediana 300 m máximo
Metade dos poços fica entre 85 m e 200 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Franco da Rocha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 7 · 20% 50-100 m 5 · 14% 100-150 m 5 · 14% 150-200 m 12 · 34% acima de 200 m 6 · 17%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Franco da Rocha 1 1960 7 1970 1 1980 7 1990 14 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Franco da Rocha. Valores em poços. Abastecimento industrial 22 · 69% Outros (lazer,etc.) 4 · 13% Abastecimento urbano 3 · 9% Abastecimento doméstico 2 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 6 poços
  • Grupo São Roque — 3 poços

O território e o subsolo de Franco da Rocha

Franco da Rocha tem 144.849 habitantes distribuídos em 132,8 km², o que dá 1.090,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 660 dos 49.319 domicílios de Franco da Rocha — 1,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 514 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 679 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Franco da Rocha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Franco da Rocha

Com base em 1.564 poços cadastrados num raio de 30 km de Franco da Rocha - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 294 m, com profundidade mediana de 160 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 19,6 m³/h), sobre 354 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (71% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Franco da Rocha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.564 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

160 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
55,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 354 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Franco da Rocha: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta1.564 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 43peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 4peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Franco da Rocha costumam descer

  • até 50 m 7%102
  • 50 a 100 m 14%217
  • 100 a 150 m 26%409
  • acima de 150 m 53%822

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 3,0 m³/h 167 m 11652 com teste
Complexo Varginha-Guaxupe 4,7 m³/h 150 m 11594 com teste
Formação São Paulo 20,0 m³/h 130 m 10075 com teste
Grupo São Roque 9,3 m³/h 174 m 4340 com teste
Grupo Taubaté 25,1 m³/h 150 m 4339 com teste
Terciário-Quaternário 2,8 m³/h 126 m 2310 com teste
Complexo Metamórfico-Migmatítico 4,0 m³/h 127 m 143 com teste
Complexo Granito-Gnáissico sem teste 150 m 11

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m17 poços Formação São Paulo 6 · Corpo Cristalino 6 · Complexo Varginha-Guaxupe 2
  • 50 a 100 m86 poços Complexo Varginha-Guaxupe 24 · Formação São Paulo 18 · Corpo Cristalino 17
  • 100 a 150 m169 poços Formação São Paulo 49 · Complexo Varginha-Guaxupe 37 · Corpo Cristalino 27
  • acima de 150 m224 poços Corpo Cristalino 66 · Complexo Varginha-Guaxupe 52 · Formação São Paulo 27

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Franco da Rocha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Franco da Rocha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.