São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Embu das Artes - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Embu das Artes, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 79poços cadastrados
  • 183 mprofundidade média
  • 196 mprofundidade mediana
  • 40,9 mnível estático médio

Como são os poços em Embu das Artes - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 79 poços em Embu das Artes - SP. A profundidade média é de 183 m e a mediana, 196 m, medida em 78 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 873 dos 87.990 domicílios do município — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
79
Profundidade média
183 m
Profundidade mediana
196 m
Nível estático médio
40,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
27 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
250.691 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
873 (1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 79 poços em Embu das Artes, com profundidade média de 183 m (mediana de 196 m, variando de 24,5 m a 350 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 78% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Embu das Artes é 27 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Embu das Artes

Poços cadastrados em Embu das Artes - SP
Poços no cadastro nacional79 poços
Profundidade média183 m 78 poços com o dado
Profundidade mediana196 m
Faixa de profundidade24,5 m a 350 m
Nível estático médio40,9 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio112,4 m 12 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 78% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 46 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 49 poços
Poços com teste de vazão79 de 79
Distribuição das profundidades em Embu das Artes 24,5 m mínimo 196 m mediana 350 m máximo
Metade dos poços fica entre 150 m e 221 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Embu das Artes por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 1% 50-100 m 9 · 12% 100-150 m 13 · 17% 150-200 m 25 · 32% acima de 200 m 30 · 38%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Embu das Artes 5 1960 6 1970 2 1980 7 1990 49 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Embu das Artes. Valores em poços. Abastecimento industrial 46 · 61% Outros (lazer,etc.) 15 · 20% Abastecimento doméstico 9 · 12% Irrigação 4 · 5% Abastecimento urbano 1 · 1%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 14 poços
  • Complexo Embú — 4 poços

O território e o subsolo de Embu das Artes

Embu das Artes tem 250.691 habitantes distribuídos em 70,4 km², o que dá 3.561,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Paulo.

No Censo 2022, 873 dos 87.990 domicílios de Embu das Artes — 1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 400 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.075 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Embu das Artes, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Embu das Artes

Com base em 1.429 poços cadastrados num raio de 30 km de Embu das Artes - SP, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 195 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 2,6 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 229 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Embu das Artes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.429 poços no raio, contra 79 poços dentro do município.

195 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
50,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 229 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Embu das Artes: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta1.429 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 96peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 40peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 26peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Embu das Artes costumam descer

  • até 50 m 3%36
  • 50 a 100 m 10%138
  • 100 a 150 m 22%307
  • acima de 150 m 66%919

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 5,1 m³/h 180 m 12856 com teste
Formação São Paulo 10,3 m³/h 181 m 10843 com teste
Complexo Embú 6,5 m³/h 204 m 4542 com teste
Grupo São Roque 10,2 m³/h 150 m 2219 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 4,2 m³/h 250 m 1313 com teste
Grupo Acungui 8,7 m³/h 149 m 85 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 13,0 m³/h 200 m 52 com teste
Grupo Taubaté 6,3 m³/h 150 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m6 poços Corpo Cristalino 3 · Formação São Paulo 2 · Complexo Embú 1
  • 50 a 100 m32 poços Corpo Cristalino 11 · Formação São Paulo 10 · Grupo São Roque 3
  • 100 a 150 m88 poços Corpo Cristalino 31 · Formação São Paulo 30 · Grupo São Roque 9
  • acima de 150 m220 poços Corpo Cristalino 83 · Formação São Paulo 66 · Complexo Embú 35

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Embu das Artes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Embu das Artes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.