São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cordeirópolis - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cordeirópolis, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 38poços cadastrados
  • 263,5 mprofundidade média
  • 260 mprofundidade mediana
  • 117,6 mnível estático médio

Como são os poços em Cordeirópolis - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 38 poços em Cordeirópolis - SP. A profundidade média é de 263,5 m e a mediana, 260 m, medida em 37 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 117,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 321 dos 8.530 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
38
Profundidade média
263,5 m
Profundidade mediana
260 m
Nível estático médio
117,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
107,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
24.514 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
321 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 38 poços em Cordeirópolis, com profundidade média de 263,5 m (mediana de 260 m, variando de 120 m a 610,5 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 26% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cordeirópolis é 107,5 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Cordeirópolis

Poços cadastrados em Cordeirópolis - SP
Poços no cadastro nacional38 poços
Profundidade média263,5 m 37 poços com o dado
Profundidade mediana260 m
Faixa de profundidade120 m a 610,5 m
Nível estático médio117,6 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio167,7 m 27 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 27 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 97% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 26% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 22 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 19 poços
Poços com teste de vazão38 de 38
Distribuição das profundidades em Cordeirópolis 120 m mínimo 260 m mediana 610,5 m máximo
Metade dos poços fica entre 228 m e 287 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cordeirópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 2 · 5% 150-200 m 4 · 11% acima de 200 m 31 · 84%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cordeirópolis 8 1990 19 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cordeirópolis. Valores em poços. Abastecimento industrial 22 · 59% Abastecimento doméstico 5 · 14% Irrigação 4 · 11% Outros (lazer,etc.) 3 · 8% Abastecimento urbano 2 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 28 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 12 poços
  • Formação Corumbataí — 12 poços
  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Grupo Tubarão — 5 poços
  • Formação Tatuí — 5 poços
  • Grupo Passa Dois — 4 poços

O território e o subsolo de Cordeirópolis

Cordeirópolis tem 24.514 habitantes distribuídos em 137,6 km², o que dá 178,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Limeira, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 321 dos 8.530 domicílios de Cordeirópolis — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 238 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 223 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Cordeirópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cordeirópolis

Com base em 968 poços cadastrados num raio de 30 km de Cordeirópolis - SP, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 320 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 8,1 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 431 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 40 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cordeirópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 968 poços no raio, contra 38 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
8,1 m³/hvazão mediana calculada
40 mnível estático mediano
34,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 431 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cordeirópolis: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta968 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 59peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 40peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 64peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cordeirópolis costumam descer

  • até 50 m 3%24
  • 50 a 100 m 11%96
  • 100 a 150 m 20%169
  • acima de 150 m 66%556

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 8,0 m³/h 210 m 153147 com teste
Grupo Tubarão 6,9 m³/h 170 m 149102 com teste
Grupo Passa Dois 8,6 m³/h 207 m 5033 com teste
Formação Corumbataí 8,2 m³/h 232 m 4038 com teste
Formação Serra Geral 13,6 m³/h 219 m 3831 com teste
Terciário-Quaternário 12,3 m³/h 73 m 1717 com teste
Formação Tatuí 6,2 m³/h 153 m 1313 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9,2 m³/h 168 m 107 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Terciário-Quaternário 5 · Grupo Tubarão 3 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m55 poços Grupo Tubarão 20 · Grupo Itararé 12 · Grupo Passa Dois 5
  • 100 a 150 m94 poços Grupo Tubarão 45 · Grupo Itararé 28 · Formação Corumbataí 5
  • acima de 150 m326 poços Grupo Itararé 112 · Grupo Tubarão 81 · Grupo Passa Dois 42

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cordeirópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cordeirópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.