São Paulo · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Fernandópolis - SP: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Fernandópolis, São Paulo.
- aquífero poroso
- grupo bauru
- 169poços cadastrados
- 272,7 mprofundidade média
- 126 mprofundidade mediana
- 23,5 mnível estático médio
Como são os poços em Fernandópolis - SP?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 169 poços em Fernandópolis - SP. A profundidade média é de 272,7 m e a mediana, 126 m, medida em 148 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 913 dos 27.621 domicílios do município — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 169
- Profundidade média
- 272,7 m
- Profundidade mediana
- 126 m
- Nível estático médio
- 23,5 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Grupo Bauru
- Ante a média do estado
- 116,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
- População (Censo 2022)
- 71.186 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 913 (3,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 169 poços em Fernandópolis, com profundidade média de 272,7 m (mediana de 126 m, variando de 45 m a 1.683 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 71% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Fernandópolis é 116,7 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).
Números do cadastro em Fernandópolis
| Poços no cadastro nacional | 169 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 272,7 m 148 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 126 m |
| Faixa de profundidade | 45 m a 1.683 m |
| Nível estático médio | 23,5 m 61 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 64,7 m 63 poços com o dado |
| Vazão específica média | 1 m³/h por metro 56 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Bauru 71% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 63 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 26 poços |
| Poços com teste de vazão | 169 de 169 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 117 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Bauru — 116 poços
- Formação Serra Geral — 32 poços
- Formação Botucatu — 8 poços
- Formação Piramboia — 5 poços
- Grupo Passa Dois — 2 poços
- Subgrupo Estrada Nova — 1 poço
O território e o subsolo de Fernandópolis
Fernandópolis tem 71.186 habitantes distribuídos em 549,8 km², o que dá 129,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Fernandópolis, na região intermediária de São José do Rio Preto.
No Censo 2022, 913 dos 27.621 domicílios de Fernandópolis — 3,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 844 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 834 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Fernandópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Fernandópolis
Com base em 430 poços cadastrados num raio de 30 km de Fernandópolis - SP, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 210 m, com profundidade mediana de 114 m. A vazão mediana calculada é de 8,7 m³/h (metade dos poços entre 5,9 m³/h e 14,1 m³/h), sobre 193 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (86% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Fernandópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 430 poços no raio, contra 169 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 193 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Fernandópolis: 64/100
Confiança: amostra alta430 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 64peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 67peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 68peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 29peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Fernandópolis costumam descer
- até 50 m 3%10
- 50 a 100 m 41%154
- 100 a 150 m 33%124
- acima de 150 m 24%92
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Grupo Bauru | 8,7 m³/h | 118 m | 285174 com teste |
| Formação Serra Geral | 10,6 m³/h | 128 m | 65 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m10 poços Grupo Bauru 10
- 50 a 100 m104 poços Grupo Bauru 102 · Formação Serra Geral 2
- 100 a 150 m103 poços Grupo Bauru 99 · Formação Serra Geral 4
- acima de 150 m75 poços Grupo Bauru 74 · Grupo Serra Grande 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Fernandópolis?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Fernandópolis.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Fernandópolis
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.