São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Gertrudes - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Gertrudes, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 34poços cadastrados
  • 253,3 mprofundidade média
  • 252 mprofundidade mediana
  • 101,1 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Gertrudes - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 34 poços em Santa Gertrudes - SP. A profundidade média é de 253,3 m e a mediana, 252 m, medida em 34 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 101,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 89 dos 8.141 domicílios do município — 1,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
34
Profundidade média
253,3 m
Profundidade mediana
252 m
Nível estático médio
101,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
97,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
23.611 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
89 (1,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 34 poços em Santa Gertrudes, com profundidade média de 253,3 m (mediana de 252 m, variando de 190 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 20% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Gertrudes é 97,3 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Santa Gertrudes

Poços cadastrados em Santa Gertrudes - SP
Poços no cadastro nacional34 poços
Profundidade média253,3 m 34 poços com o dado
Profundidade mediana252 m
Faixa de profundidade190 m a 360 m
Nível estático médio101,1 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio152,6 m 16 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 95% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 20% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 12 poços
Poços com teste de vazão34 de 34
Distribuição das profundidades em Santa Gertrudes 190 m mínimo 252 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 208 m e 300 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Gertrudes por faixa de profundidade. Valores em poços. 150-200 m 6 · 18% acima de 200 m 28 · 82%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Gertrudes 1 1950 8 1980 7 1990 12 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Gertrudes. Valores em poços. Abastecimento industrial 19 · 56% Abastecimento urbano 11 · 32% Abastecimento doméstico 3 · 9% Outros (lazer,etc.) 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 21 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 11 poços
  • Formação Corumbataí — 11 poços
  • Grupo Passa Dois — 10 poços
  • Formação Irati — 9 poços
  • Grupo Tubarão — 7 poços
  • Grupo Itararé — 6 poços

O território e o subsolo de Santa Gertrudes

Santa Gertrudes tem 23.611 habitantes distribuídos em 98,3 km², o que dá 240,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rio Claro, na região intermediária de Campinas.

No Censo 2022, 89 dos 8.141 domicílios de Santa Gertrudes — 1,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 79 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 111 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santa Gertrudes, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Gertrudes

Com base em 689 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Gertrudes - SP, 80% deles foram concluídos entre 84 m e 334 m, com profundidade mediana de 200 m. A vazão mediana calculada é de 8,4 m³/h (metade dos poços entre 4,9 m³/h e 14,5 m³/h), sobre 320 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 42 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (93% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Gertrudes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 689 poços no raio, contra 34 poços dentro do município.

200 mprofundidade mediana
8,4 m³/hvazão mediana calculada
42 mnível estático mediano
24,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 320 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Gertrudes: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta689 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 62peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 81peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 1peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Gertrudes costumam descer

  • até 50 m 3%21
  • 50 a 100 m 14%82
  • 100 a 150 m 16%96
  • acima de 150 m 67%407

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Tubarão 6,8 m³/h 192 m 9973 com teste
Grupo Itararé 8,0 m³/h 231 m 7470 com teste
Grupo Passa Dois 7,7 m³/h 211 m 5231 com teste
Formação Corumbataí 9,0 m³/h 238 m 4643 com teste
Formação Serra Geral 13,6 m³/h 225 m 3729 com teste
Terciário-Quaternário 13,1 m³/h 87 m 1818 com teste
Formação Tatuí 5,9 m³/h 160 m 1010 com teste
Formação Piramboia 11,9 m³/h 97 m 75 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m11 poços Terciário-Quaternário 5 · Grupo Tubarão 2 · Formação Botucatu 2
  • 50 a 100 m47 poços Grupo Tubarão 14 · Grupo Itararé 7 · Grupo Passa Dois 5
  • 100 a 150 m47 poços Grupo Tubarão 22 · Grupo Itararé 7 · Formação Corumbataí 5
  • acima de 150 m263 poços Grupo Tubarão 61 · Grupo Itararé 59 · Grupo Passa Dois 44

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Gertrudes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Gertrudes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.